Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 016 | Ano 2 | Out 1997
ENSINO PRIVADO
ENSINO PRIVADO

Revolução, terra e paixão

O programa do Sinpro/RS Pré-estréia para professores, nascido no início deste ano, já levou muitos mestres ao cinema. Depois de O que é isso, companheiro e Canudos, chegou a hora da primeira produção cinematográfica conjunta do Mercosul, o longa-metragem Lua de Outubro, do diretor gaúcho Henrique de Freitas Lima.

Cerca de 500 professores associados ao Sinpro/RS puderam assisti-lo, gratuitamente, antes mesmo que entrasse no circuito comercial. Em Porto Alegre, a sessão especial aconteceu no dia 18 de outubro. Desta vez, entretanto, o projeto se estendeu à outras três cidades: Santana do Livramento, em primeiríssima mão, exibiu no dia 17 de outubro, Pelotas no dia 21 e Novo Hamburgo no dia 22.

O filme é baseado em três contos do autor uruguaio Mario Arregui, traduzidos pelo escritor gaúcho Sérgio Faraco, e foi rodado em Santana do Livramento e nas cidades uruguaias Rivera e Florida. Uma realização do Brasil e Argentina, com produção associada do Uruguai, o trabalho reuniu ainda em sua equipe profissionais do Chile e Espanha. O elenco, entre os atores nacionais e internacionais – Marcos Winter, Beatriz Rico e Alberto de Mendonza -, se serve de talentos gaúchos como Izabel Ibias, Pilly Calvin, Zé Vitor Castiel, Oscar Simch, Nestor Monastério, Patsy Cecato, Thiago Real, Paulo Silva e Nico Fagundes.

O enredo remete ao Rio Grande do Sul de 1924, após a Revolução de 1923 entre Republicanos e Federalistas. Como recompensa pela bravura na luta entre chimangos e maragatos, o capitão Re-publicano Pedro Arzábal (Marcos Winter) ganha a posse de algumas terras, na fronteira com a Banda Oriental. Ao chegar lá, onde pensa estabelecer-se, ele se depara com o chefe político da região, Don Marcial López (Alberto de Mendonza/Argentina), não muito disposto a compartilhar seus bens. Porém, Pedro Arzábal também encontra os mistérios da filha do caudilho López, Niña Leonor (Beatriz Rico/Espanha), que chega, acompanhada de uma freira do colégio onde esteve interna. As perseguições e a atração por Leonor, acabam mudando a trajetória de Pedro, em um lugar onde a guerra parece não ter acabado.

Lua de Outubro conta com o apoio das leis de incentivos fiscal como a Lei estadual nº 10.846/96; Lei nº 8.685/93 (Lei do Audiovisual); e Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). Os principais acionistas do filme são a Copesul, Petroquímica Triunfo, Marcopolo, Grupo Bettanin S.A., CCGL, Grupo RBS, Grupo Grazziotin, Lojas Renner, Panvel Dimed, entre outros, assim como apoio do Ministério da Cultura do Brasil, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales, principal órgão de fomento do cinema argentino.

A LDB E O ENSINO PRIVADO

A 8º Delegacia Sindical (Regional Santa Rosa) do Sinpro-RS realizou o seminário A LDB e suas implicações no Ensino Privado, no dia 10 de outubro, para professores e alunos da região. O professor e diretor da Secretaria de Educação do Sindicato Paulo Adílio Prestes Ferreira, painelista, debateu as mudanças determinadas pela nova lei, como a jornada de trabalho, carga horária, o planejamento, a educação infantil e a avaliação. O evento foi uma promoção em comemoração ao Dia do Professor.

5º CEPEP

Resumo das teses

O 5º Cepep debateu 14 teses encaminhadas à comissão organizadora. Divididos em cinco grupos de trabalho, os delegados eleitos nas 15 delegacias do interior, em Porto Alegre e região metropolitana, discutiram temas ligados à conjuntura, educação e sindicalismo. A seguir, um resumo das principais deliberações da Plenária:

Tese 1 – Sinpro/RS – A questão da Autonomia

– Estabelece como meta a sindicalização de 55% da categoria, representando um acréscimo de 3.135 professores ao quadro social, no próximo período.

– Determina a redução gradativa da Contribuição Assistencial, cobrada de todos os professores, sócios ou não, combinada com a não cobrança de mensalidade nos meses do desconto.

– Autoriza a ampliação das receitas do Sindicato através da venda de anúncios e assinaturas do Extra Classe e de convênios.

– Propõe que o Sindicato intensifique parcerias nas iniciativas e eventos junto ao movimento popular e sindical, órgãos públicos e iniciativa privada.

Tese 2 – Pensando as Próximas Campanhas Salariais

– Autoriza a antecipação das negociações do Acordo Coletivo de 1998 para o final de 1997.

– Aprova indicativos para a pauta de reivindicações a ser levada ao Sinepe

– Indica que a campanha seja unificada com a Fetee/Sul.

– Contitui a categoria como parceira na pesquisa de dados sobre as escolas: reajustes de mensalidades, planilha de custos, número de alunos, etc.

– Acrescenta à tese a luta pelo reconhecimento de doenças ocupacionais, a não discriminação aos portadores de HIV e a criação de organizações por local de trabalho para discutir questões de saúde.

Tese 3 – Impactos Produzidos pela Globalização

– Aproveitada, em parte, na tese 6

Tese 4 – Filiação do Sinpro/RS à Fetee/Sul

– Aprovada na íntegra

Tese 5 – Conjuntura e Política Educacional

– Aprova a luta pela definição de um calendário unificado de férias e recesso escolar.

– Reivindica a remuneração das horas trabalhadas em atividades extra classe.

– Mantém a posição crítica em relação à LDB e ao conjunto de políticas educacionais que ela expressa.

– Recomenda a participação do Sinpro/RS em conselhos na área de Educação, desde que os representantes sejam eleitos democraticamente.

– Posiciona-se contra a municipalização do ensino e contra o Fundo Nacional de Educação. *

Tese 6 – Análise de Conjuntura

– Propõe que o Sinpro/RS empenhe-se cada vez mais na luta pela Reforma Agrária, na defesa dos direitos dos trabalhadores, por uma política de empregos e melhores salários e contra o projeto neoliberal dos governos FHC e Britto.

– Reafirma o slogan da CUT: “Chega de FHC, chega de Britto”, incorporado da Tese 10.

Tese 7 – Uma trajetória de crescimento e conquistas

A tese faz um balanço positivo do atual momento do Sinpro/RS e confirma a proposta de Sindicato Cidadão. Propõe:

– o empenho pela sistematização de dados sobre a realidade do ensino privado no estado;

– qualificação e ampliação dos serviços prestados pelo Sindicato;

– comercialização do jornal Extra Classe

– criação de um fundo de apoio à qualificação docente;

– captação de recursos junto a órgão públicos e privados destinados à qualificação dos trabalhadores;

– realização de programação alusiva aos 60 anos do Sinpro/RS;

– a participação do Sinpro/RS em fóruns em defesa das estatais e dos serviços públicos, incorporado da Tese 09.

Tese 8 – Qualidade de Vida

Aprovada na íntegra e incorporada à tese 2

Tese 9 – Balanço Estratégico do Sinpro/RS – Por um Sinpro na Luta Social

– Rejeitada pela Plenária em favor da tese 7

Tese 10 – Sinpro democrático e de lutas

– Rejeitada, com exceção do parágrafo 35 que trata dos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual às grandes empresas, incorporado à tese 6.

Tese 11 – Sinpro Democrático e de Lutas em Defesa da Autonomia das Delegacias

– Reprovada pela Plenária. Foi a tese mais polêmica do Congresso (ver matéria principal na página 8).

Tese 12 – Por um Jornal Efetivamente Democrático e Educativo

– Não obteve 20% dos votos nos grupos e não foi encaminhada à Plenária. Esta tese propunha que o Extra Classe só aceitasse anúncios de “empresas com função social” e não dedicasse espaços editoriais a “setores conservadores e neoliberais”.

Tese 13 – Assessoria Jurídica do Sinpro/RS

– Tese rejeitada, por não ter conseguido 20% dos votos nos grupos

Tese 14 – Sinpro na Defesa da Educação Para Todos

– A Lei de Diretrizes e Bases da Educação

– Derrotada, não conseguiu 20% dos votos nos grupos. Teve parte do parágrafo 16 adendado e anexado à tese 5.

* Foi adendado ainda todo o parágrafo 11 da Tese 14, com exceção do tópico que diz “verbas públicas para escolas públicas”.

A palavra dos participantes

Extra Classe realizou enquete para saber qual foi a expectativa e o motivo da participação dos professores no 5º Cepep. Confira as manifestações:

Vera Regina Mattos de Oliveira, 29 anos,professora de 2º grau em Cachoeirinha.
“Principalmente a presença do Luis Fernando Verissimo), porque eu sou professora de Português, gosto muito das crônicas que ele escreve; e a possibilidade de encontrar novas pessoas, ouvir novas opiniões, me reciclar.”

Clarice Mônaco, 47 anos, professora de 1º grau em Novo Hamburgo.
“Conhecer melhor algumas coisas relacionadas à política, porque eu sempre me mantive meio fora destas questões; então achei que era momento de saber mais coisas sobre o assunto e sobre a atuação do Sinpro. Eu recebo o jornal, sei algumas coisas, mas achei que precisava saber mais. E daí, tinha o assunto com o Luis Fernando Verissimo e as salas de discussão, que eu achei bastante importantes”.

Tais Weigert Behr, 31 anos, professora de 1º, 2º e 3º graus em Porto Alegre.
“Eu acho que é uma oportunidade que nós temos que participar, ver como é que está a situação das outras escolas particulares, inclusive do interior do estado. E — sou delegada sindical da minha escola—, eu acho que a minha escola é super desarticulada neste sentido (ACM), e acho super  importante”.

Flávio Borges, 31 anos, professor de 2º grau em Porto Alegre.
“Eu achei que o 5º Cepep estava trabalhando sobre a melhoria da qualidade de ensino, e eu gostei muito das mesas que vão ser desenvolvidas hoje à tarde, especialmente a de inteligência múltiplas”.

Gladis Zubeldia Nogueira, 40 anos, professora de 1º grau em Uruguaiana.
“O assunto das mesas em primeiro lugar. Quando nós recebemos o jornal, eu me interessei muito pelas quatro mesas, tanto que nós ficamos na escola tentando ver qual seria a melhor, porque nós viemos em duas”.

Aurea Inês Spies, 31 anos, professora de 2º grau em Montenegro e Porto Alegre.
“Pela programação em si. Uma coisa que chamou mesmo foi o Verissimo e os temas legais, pois assembléias e o plenarinho, essas coisas nunca me motivaram muito, mesmo porque eu não participo muito de todas, vou em uma e outra só. Mas, principalmente os temas”.

Luiz Augusto Alves de Paula, 40 anos, professor de 1º grau em Porto Alegre.
“Um dos motivos principais foi que eu tinha sido escolhido delegado da escola, e como delegado eu tinha que estar aqui representando-a, as pessoas que me escolheram. Antes disso também, porque eu sempre estive engajado no sindicato, no sentido de saber o que está acontecendo. Eu participei do encontro anterior e agora estou aqui novamente. E até para saber, ficar mais próximo, porque as pessoas têm que participar para poder transformar alguma coisa, este é um dos objetivos principais para eu estar aqui.”.

Rangel de Camargo Rodrigues, 35 anos, professor de 2º grau, em Passo Fundo.
“É a motivação que se vê no pessoal do Sindicato, em promover mudanças e fazer com que a classe se torne cada vez mais unida, com desenvolvimento de interesses comuns. Isso me motivou bastante. Estou aqui em Porto Alegre com o objetivo de ajudar, dar minha contribuição, no sentido de participar como delegado, e acredito que esse encontro é muito válido e muito salutar, com relação ao desenvolvimento da nossa classe e do próprio Sindicato”.

Bernardino Augusto Weber, 51 anos, professor de 2º grau, em Passo Fundo. 
“Toda vez que participamos de um encontro, de um evento, aprendemos coisas novas, discutimos novas metodologias, encontramos novos amigos e, esse congraçamento nos trás sempre conforto para continuar no nosso trabalho. Vocês sabem hoje que o trabalho de magistério não é nada compensador, a não ser exatamente nestes momentos, que você pode conseguir o apoio dos colegas, e mesmo nestes congressos, você leva experiências novas, que você consegue com os colegas. Eu já tenho participado pelo Cpers de vários congressos, de âmbito nacional, agora, em termos de organização deste aqui, eu só tenho que deixar elogios. Começando com a palestra do Verissimo, foi fantástica. Ele quebrou toda aquela expectativa que se tem sempre numa palestra inicial, que geralmente é massacrante, é cansativa, e essa foi descontraída”.

Debate acirrado e proposta de negociação antecipada

Da redação

Os professores da rede particular de ensino decidiram antecipar as negociações do acordo coletivo de 1998 para novembro deste ano. Na carta enviada ao sindicato patronal, dia 27, a categoria pede um reajuste salarial de 9%, a ampliação da gratificação por aprimoramento acadêmico, o pagamento de atividades realizadas além da jornada de trabalho normal e incentivo à qualificação docente, entre outras reivindicações.

A antecipação da campanha salarial foi aprovada durante o 5º Congresso Estadual dos Professores de Escolas Particulares (Cepep), realizado dias 25 e 26 deste mês, em Porto Alegre. Com a participação de 358 delegados, o encontro também decidiu pela filiação do Sinpro/RS à Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Rio Grande do Sul (Fetee-Sul).

Nos dois dias de debates, os professores avaliaram a conjuntura nacional e internacional, debateram a política educacional e fizeram um balanço dos projetos desenvolvidos pelo Sindicato. Na abertura do Congresso, a categoria homenageou o cronista Luis Fernando Verissimo, colaborador do jornal Extra Classe. A confraternização ocorreu no sábado à noite, em um jantar dançante no clube Caixeiros Viajantes.

Os grupos de trabalho apresentaram várias emendas e alterações às teses do Congresso. Essas contribuições provocaram um debate intenso na plenária final. Os pronunciamentos evidenciaram a existência de duas correntes políticas na categoria. De um lado, 22 dos 24 integrantes da diretoria colegiada da entidade. De outro, o grupo denominado Sinpro Alternativo, que conta com a participação dos diretores Paulo Prestes e Lia Scholze, entre outros militantes.

A discussão da tese sobre a autonomia das delegacias e da proposta de proporcionalidade na composição da diretoria do sindicato rendeu um dos momentos mais acalorados do Congresso. A professora Rejane de Oliveira, de Porto Alegre, defendeu a tese do Sinpro Alternativo propondo mudança do estatuto da entidade, para desvincular a eleição dos delegados regionais às chapas que disputam os cargos de direção do Sindicato. Segundo ela, os critérios eleitorais do atual estatuto impedem a representação das correntes políticas minoritárias na direção do Sinpro/RS.

A secretária de organização da Delegacia do Sinpro/RS em São Leopoldo, Luciane Mayer contestou a manifestação da colega. Afirmou que “a liderança e a conquista de cargos políticos dependem de trabalho e não de estatuto.” Luciane reclamou que a tese foi elaborada sem consulta às delegacias do interior.

Paulo Prestes e o coordenador da Secretaria de Administração e Finanças do Sinpro/RS Amarildo Cenci trocaram acusações. O primeiro disse que a diretoria não aceita discutir a proposta porque “quer se perpetuar no poder”. O segundo afirmou que os defensores da proporcionalidade “pretendem entrar pela porta dos fundos” na direção da entidade. A tese acabou sendo reprovada pela maioria absoluta da Plenária.

Veríssimo: “O Britto passaria como ego do Efe Agá.”

Luis Fernando Verissimo desembarcou em Porto Alegre, no dia 24, vindo de Paris. Tinha agendado um encontro com os participantes do 5º Cepep para receber uma homenagem por, conforme anunciado pelo professor Marcos Fuhr, em nome da diretoria do Sinpro/RS, ser “um militante literário que tão claramente é porta-voz da nossa visão e nossa reflexão sobre o cotidiano”.

 

Ainda sofrendo os efeitos de fuso horário e dizendo-se confuso “como todo torcedor do Internacional que não sabe se está sonhando ou não”, Verissimo regou a abertura do evento com a leitura de uma das 347 crônicas do livro A versão dos Afogados, seu último lançamento pela L&PM Editores que contêm crônicas publicadas no Jornal do Brasil. Grande parte dos textos é dedicada à política. “Não tive tempo para escrever”, justificou o escritor que teve seu cronograma de retorno totalmente alterado por problemas técnicos no vôo da escala Rio de Janeiro-Porto Alegre.

A leitura foi rápida e a resposta dos professores veio em seguida com uma chuva de perguntas. Entre elas, a avaliação de Verissimo sobre uma possível dobradinha de Fernando Henrique Cardoso e Antônio Britto para o governo federal no próximo ano. O es-critor, um dos críticos mais ferrenhos do presidente, disse que havia uma dupla ideal Efe Agá, para presidente, e o ego dele, para vice. E completou: “O Britto até passaria como ego do Efe Agá.”

Contador de histórias, do projeto Pró-Ler (núcleo Passo Fundo), o professor de Literatura Eládio Weschenfelder, coordenador de Organização da 1º Delegacia Sindical, não deixou para menos. Surpreendeu Verissimo contando o conto A verdade, do livro Comédias da Vida Privada. Eládio viaja pelo país inteiro incentivando a leitura através da “contação” de histórias.

Notas

Ensino de Informática

O Sinpro/RS fechou um convênio com a Data Brasil Ensino de Informática para a realização de um curso exclusivo de informática para educadores. Com metodologia voltada para a utilização do computador como ferramenta de ensino, o curso oferece noções básicas de Internet e multimídia, sistema operacional, processador de texto e planilha eletrônica, além da análise de softwares educacionais e análise e criação de planos de aula. São 60 horas/aula (seis meses), desenvolvidas nos módulos introdução, windows 95, microsoft word 97, microsoft excel 97 e softwares educacionais. Através do convênio, o valor do curso é de R$ 355,00, podendo o pagamento ser feito com matrícula de R$ 5,00 e mais sete parcelas de R$ 50,00. Podem participar professores de todos os níveis. Outras informações podem ser obtidas na DataBrasil pelo telefone (051)224.4050 ou 224.2133. Também, no departamento de convênios do Sinpro/RS. A promoção é válida até 4 de outubro próximo.

Imigração judaica

A professora Isabel Rosa Gritti, da Secretaria de Organização da 13? Delegacia Sindical do Sinpro/RS (Regional Erechim), lançou o livro Imigração Judaica no Rio Grande do Sul: A Jewish Colonization e a Colonização de Quatro Irmãos, 143 páginas, Martins Livreiro Editor. Valendo-se dos documentos da Jewish Colonization Association (ICA), companhia inglesa responsável pela vinda de imigrantes judeus, Isabel procura esclarecer a ação da entidade no processo de imigração judaica no Rio Grande do Sul e particularmente, na colônia agrícola de Quatro Irmãos, localizada em Erechim. Apesar de estarem sob a proteção da ICA, a quase totalidade dos imigrantes israelitas instalados nos 93.985 hectares da colônia, abandonaram o lugar.

A LDB e o ensino privado

A 8ª Delegacia Sindical do Sinpro/RS (Regional Santa Rosa) está promovendo no dia 10 de outubro o seminário A LDB e suas implicações no ensino privado. O encontro será no auditório do SESC (Rua Concórdia, 114), às 19h 30min. O tema será abordado por Paulo Adílio Prestes Ferreira, formado em História, diretor de Cultura do Cpers/Sindicato e diretor da Secretaria de Educação do Sinpro/RS, Cássio Filipe Galvão Bessa, formado em Filosofia, coordenador da Secretaria de Formação do Sinpro/RS e diretor estadual da CUT/RS, e Lúcia Maria Britto Corrêa, da assessoria jurídica do Sinpro/RS. As inscrições devem ser feitas até o dia 7 de outubro junto ao 10? núcleo do Cpers/ Sindicato. Informações pelo fone (055) 512.5378. Os participantes receberão certificado.

Marcado .Adicionar aos favoritos o permalink.
© Copyright 2014, Jornal Extra Classe - Todos os direitos reservados.

Os comentários estão encerrados.


CONTEÚDOS RELACIONADOS