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Nº 030 | Ano 4 | Abr 1999
EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO

Computador ajuda a passar de ano

Da Redação

Muito mais que uma máquina de datilografia, as escolas e sobretudo os estudantes já perceberam que as enormes possibilidades de ensino dos computadores devem ser utilizadas em benefício de todos. A meta dos especialistas agora é discutir uma proposta pedagógica que englobe essas maquininhas, presentes hoje até no cotidiano de crianças da pré-escola

Há algum tempo era moderno apresentar trabalhos escolares em slides, retroprojetores ou ainda em vídeo. Hoje isso é ultrapassado. Os alunos já perceberam que o computador é muito mais que uma extensão da máquina de datilografia. Moderno é apresentar trabalhos escolares multimídias, em Cd-Rom, utilizando Data Show, criando Home Page, entre outros ferramentas. Assim como também é moderno abolir aulas técnicas de informática. Se a máquina evoluiu, seu uso também. A questão se resume à seguinte: qual a proposta pedagógica que embasa a utilização da informática?

Helena Cortes, do Centro de Informática na Educação (CEI) da Pontifícia Universidade Católica (PUC), diz que o professor tem de ser um “usuário crítico” da informática. Por isso, a PUC criou no ano passado o curso de Pedagogia, Habilitação Multimeios e Informática Educativa. Para ela, os meios de comunicação e de informação são sub-utilizados nas escolas. “O computador ainda é só uma ferramenta, assim como os softwares ainda reproduzem os livros didáticos”, constata.

O mercado não apresenta só softwares desse tipo, fechados ou tutoriais, que trabalham com um determinado conteúdo e não aceitam modificações, como o Matemática Nota 10. Existem também, mas em menor quantidade, os abertos ou autoriais, que permitem criação e programação, como o Megalogo. Utiliza-se um ou outro de acordo com o objetivo da escola. Helena Cortes diz que a tendência é o uso do computador em projetos interdisciplinares, abolindo as aulas de informática.

Léa Fagundes, coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), acrescenta que a aprendizagem técnica da informática deve acontecer na prática cotidiana, de acordo com as necessidades do aluno.

No Rio Grande do Sul, segundo Ângela Lengler, diretora pedagógica de uma revendedora de produtos de informática educacionais, a maioria dos colégios opta por softwares abertos e pelo desenvolvimento de projetos. Lengler lembra que, para os pequenos, a quantidade de softwares autoriais é maior do que para os adolescentes.

O Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário é um exemplo de como a informática está integrada na rotina escolar. É comum a apresentação de trabalhos escolares multimídia, inclusive com a utilização de Data Show. A escola possui três laboratórios para os ensinos pré-escolar, fundamental e médio. Até a 2ª série do ensino fundamental as crianças vão ao centro a cada duas semanas. Na 3ª e 4ª séries a freqüência passa a ser semanal e, a partir daí, de acordo com o projeto de cada disciplina.

O colégio pretende lançar, ainda este ano, um CD-Rom com poemas dos alunos da 3ª série fundamental, que foram declamados e ilustrados. No site da escola estão os poemas dos alunos da 8ª série. Além disso, todos os anos, em outubro, é realizada a mostra de trabalhos desenvolvidos nos laboratórios.

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