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Nº 037 | Ano 4 | Nov 1999
EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO

Física de uma forma descomplicada

Da Redação

O professor Santos Diez Arribas sistematizou em livros como construir aparelhos e laboratórios com materiais encontrados no cotidiano

Os fenômenos físicos, em geral, fazem parte do dia-a-dia de todos, mas não raro provocam nós na cabeça dos alunos de primeiro e segundo grau. E, justamente com objetivo de desmistificar e simplificar a compreensão de conteúdos considerados complexos, é que o professor do curso de Mestrado em Física da Universidade de Passo Fundo, Santos Diez Arribas, sistematizou em livros formas para tornar simples sua compreensão. Na universidade, ensina os professores a criarem diversos aparelhos que possibilitam o ensino Física nas escolas, e, é justamente o resultado deste trabalho que está registrado nos livros Experiências de Física na Escola, voltado para o ensino fundamental e Fenômenos Ondulatórios A física pela experiência (Fenômenos óticos), direcionado para o nível médio.

Todas as experiências referentes aos conteúdos de 5ª a 8ª séries (ar, água e sistema solar) se utilizam destes aparelhos, que em geral são confeccionados com materiais igualmente encontrados no cotidiano e de baixo custo, o que torna simples a criação de laboratórios de física em escolas públicas, com poucos recursos. Para se ter uma idéia é possível criar uma representação do sistema solar utilizando um tijolo, um ripa de madeira e uma lâmpada. Também ensina a fazer dinamômetro para medir forças e um cubo de ondas para estudar o comportamento da água em um plano inclinado. No livro tudo isso aparece de forma simples de explicar, inclusive com um manual passo a passo para a construção dos aparelhos. Com isso, diz o professor Diez Arribas, se parte da experiência para somente depois se chegar à teoria. Para ele, este é o processo natural de entendimento da Física, pois quando os fenômenos foram explicados e trazidos a luz da ciência, primeiro houve a observação do cientista para depois ser formulada a teoria a partir de cada experimento. “Por que deveria ser diferente no aprendizado?”, questiona o professor.

Para o nível médio as experiências ficam mais complexas: Força, energia térmica, acústica, ótica, eletricidade e magnetismo são os temas. A fórmula é simples, buscar a aplicabilidade no cotidiano.

“A física não ocorre no laboratório, mas a nossa volta. O laboratório deve servir apenas para ilustrar a realidade que não pode ser vista a olho nu”, diz Arribas. O mestre é completamente avesso às “decorebas”, estabelecendo três pilares para o aprendizado da física: observação, análise e posicionamento crítico. “A física não pode ser vista como uma coisa sem vida. Ela é a própria vida. Nós ensinamos vida”, sintetiza o professor do alto de seus 50 anos de magistério. Os dois livros são editados pela Editora da Universidade de Passo Fundo. Editora da UPF (54) 316 8373 e e-mail: ediupf@upf.tche.br.

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