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Nº 055| Ano 6| Set 2001
ENSINO PRIVADO
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UPF reconhece horas-excedentes

UPF, Delegacia do Sinpro/RS – Regional Passo Fundo e Associação dos Professores da Universidade de Passo Fundo chegam a acordo para registro, na Carteira de Trabalho, das horas trabalhadas mas não contratadas em carteira. O acordo histórico surge após uma negociação de cerca de oito anos e deverá beneficiar em torno de 400 professores, que ficarão mais seguros quanto a sua situação funcional.

 

 

Depois de praticamente oito anos em negociações com a Universidade de Passo Fundo (UPF), a Delegacia do Sinpro/RS, Regional Passo Fundo, e a Associação dos Professores da Universidade de Passo Fundo (APUPF) conseguiram um acordo histórico, que beneficia tanto os professores como a instituição. Trata-se do registro em Carteira de Trabalho das horas-excedentes (horas trabalhadas mas não contratadas em carteira), fazendo com que as mesmas sejam incorporadas ao contrato, deixando de existir como figura jurídica. De acordo com Haroldo Carvalho, presidente da APUPF, cerca de 400 professores são beneficiados pela medida, o que representa 40¨% da folha de pagamento. “O importante é que foi uma proposta construída em conjunto por todas as partes interessadas: professores, universidade e sindicato. Afinal era uma situação incômoda para todos”, diz a diretora do Sinpro/RS, Rosélia Ortiz .

De um lado os professores passam a ter incorporadas essas horas e de outro, tanto o sindicato como a associação dos professores se comprometem em não entrar na justiça com ações coletivas reivindicatórias de horas excedentes pregressas na forma de horas-extras.

Conforme o vice-reitor Lorivan Figueiredo , a universidade vinha discutindo com o sindicato a melhor forma de resolver o problema. “Para nós a regularização disso foi bastante importante. Também é de nosso interesse que os professores tenham reconhecidas estas horas para que elas não precisem ser reclamadas na justiça. Sem dúvida, o acordo traz um avanço bastante significativo para todos”, explica. Para o professor Júlio Bertolin, de Ciências da Computação, um dos benefciados eplo acordo, “a partir de agora cada professor passou a sentir-se mais seguro em relação a sua situação funcional e conseqüentemente mais tranqüilo para projetar seus investimentos de ordem pessoal a longo prazo”.

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