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Nº 059 | Ano 7 | Mar 2002
ENSINO PRIVADO
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Professores retomam negociação salarial

Educar tem valor – Seja agente de seus direitos. Com esse slogan, o Sinpro/RS convida os professores a participar da campanha salarial 2002. As negociações com o sindicato patronal (Sinepe/RS) foram retomadas no início deste mês. Antecipadas para dezembro de 2001, as tratativas foram interrompidas no dia 3 de janeiro, depois de três reuniões com o sindicato das escolas, em função de alguns fatores. O principal deles foi a falta de consenso entre professores e direções de escolas sobre as projeções do acumulado do índice de inflação (INPC) de março de 2001 a fevereiro de 2002. Até novembro, o INPC estava em 7,28% (faltavam os percentuais dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro). A campanha salarial dos professores é unificada com a dos funcionários dos estabelecimentos de ensino privado de todo o Estado.

A primeira reunião com o sindicato patronal na retomada das negociações deste ano ocorreu no dia 6 de março. As principais reivindicações, além do aumento salarial de 12%, é a destinação de 10% da carga horária dos professores para a Hora-Atividade (trabalho extraclasse realizado na preparação de aula, avaliação, correção de provas e elaboração de projetos) e a remuneração da Hora In Itínere (período de deslocamento a trabalho do professor fora do município-sede do estabelecimento de ensino para o qual for contratado).

De março de 2001 a janeiro de 2002, o INPC registrou inflação de 9,23%. Ainda deve ser somado o índice de fevereiro, que será divulgado no dia 15 de março. A expectativa é de que o percentual do período fique em torno de 10%. “Isso demonstra que o nosso pedido de aumento salarial de 12% não está fora da realidade, pelo contrário”, destaca o diretor do Sinpro/RS, Cássio Bessa.

Os sindicatos dos professores, de funcionários e a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Rio Grande do Sul (FETEE-Sul) buscam a participação de todos os trabalhadores do ensino privado no RS nessa campanha salarial. “Estamos reiniciando as negociações agora em março e a participação dos trabalhadores é muito importante, pois isso se reflete nas escolas”, observa Bessa.

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