Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 142 | Ano 15 | Abr 2010
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÕES COLETIVA 2010

Discussões sobre a pauta começam após embate público

Professores receberam irrestrito apoio da classe médica nas reivindicações

Iniciada em 2 de março, a negociação do Sinpro/RS com o Sinepe/RS para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2010 não havia sido concluída até o fechamento desta edição do jornal. Na quarta rodada de negociação, realizada no dia 30 de março, dentro os principais pontos da pauta de reivindicações para 2010, os sindicados acordaram em relação a reposição salarial (4,77% – INPC do período) retroativa a março; a oferta obrigatória pelas instituições de ensino de oficinas de saúde e prevenção de doenças e de equipamentos de ampliação de voz (sonorização); além de oferecer assessoria específica aos professores com alunos com deficiência. A expectativa é de fechamento das negociações ainda na primeira quinzena de abril. O Sinpro/RS realizará assembleia dos professores do dia 17 de abril. (veja Box)

Trecho de correspondência do Simers ao Sinpro/RS

Foto: Reprodução

Trecho de correspondência do Simers ao Sinpro/RS

Foto: Reprodução

A saúde docente foi o ponto principal da campanha salarial 2010. Com base em pesquisa realizada em 2008 e 2009, pelo Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), o Sinpro/RS apresentou ainda no ano passado uma pauta específica. “A realidade que constamos nas instituições foi comprovada em números e informações pela pesquisa”, conta Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS. Amplamente divulgada pela imprensa a pesquisa alertou para o alto grau de adoecimento dos professores do ensino privado gaúcho.

EMBATE PÚBLICO – Pela primeira vez, a resistência do Sinepe/RS em relação à pauta de reivindicações dos professores foi manifestada publicamente. Em apedido, veiculado nos jornais Correio do Povo e Zero Hora, no dia 15 de março, o Sinepe/RS afirmou que não era razoável atribuir todos os problemas de saúde às condições de trabalho escolar e acusou os dirigentes sindicais de manipulação em prol de interesses políticos.

Fac simile de trecho de apedido do Sinepe

Foto: Reprodução

Fac simile de trecho de apedido do Sinepe

Foto: Reprodução

 

O Sinepe/RS também conclamou a participação da opinião pública no debate, em particular a classe médica. O Sinpro/RS, em apedido publicado no dia seguinte nos mesmos jornais, reafirmou a luta por melhores condições de trabalho e alertou: “A saúde do trabalhador do ensino privado está no limite”. A resposta dos médicos veio em formato de ofício do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) no dia 16 de março, endereçado à direção do Sinpro/RS com cópia para o Sinepe/RS: “Manifestamos nosso irrestrito apoio às reivindicações dos professores e funcionários de escolas, colocando-nos a sua disposição”. “Somente depois desta polêmica o Sinepe/RS se dispôs a negociar”, destaca Fuhr. “Até então, de forma completamente extemporânea tentou desconstituir a pesquisa do Diesat sem entrar em nenhum momento no mérito das reivindicações”, conclui.

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