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Nº 193 | Ano 20 | Mai 2015
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÃO SALARIAL

Assembleia delibera sobre reivindicações

Negociações nas câmaras setoriais da educação básica (E) e da educação superior (D) tiveram avanços, mas contrapropostas ainda estão aquém das reivindicações

Fotos: Ascom Sinpro/RS

Negociações nas câmaras setoriais da educação básica (E) e da educação superior (D) tiveram avanços, mas contrapropostas ainda estão aquém das reivindicações

Fotos: Ascom Sinpro/RS

As propostas para as Convenções Coletivas 2015, que estão sendo negociadas entre Sinpro/RS e Sinepe/RS desde março, serão avaliadas pelos professores do ensino privado em assembleia no dia 16 de maio, na sede do Sindicato, em Porto Alegre (Av. João Pessoa, 919). Como em anos anteriores, a negociação está ocorrendo em duas câmaras: educação básica e superior. Até o fechamento desta edição, foram realizadas sete rodadas, com previsão de uma nova para a primeira semana de maio. O Sindicato patronal anunciou sua assembleia para dia 12 de maio.

BÁSICA – A negociação na Câmara de educação básica está sendo marcada pelo aprofundamento da discussão sobre questões importantes para a categoria como limitação de alunos por turma e aproximação dos valores hora-aula entre a educação infantil e o ensino fundamental e no próprio ensino fundamental entre os anos iniciais e finais. “Pela primeira vez, o Sindicato patronal aceitou discutir efetivamente esses assuntos. Isso demonstra que está ocorrendo uma identificação dos reais problemas da escola”, afirma Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS. Na questão do reajuste salarial, até a última rodada estava garantida a reposição pelo INPC do período, 7,68%, com a insistência do Sinpro/RS por aumento real.

SUPERIOR – Na Câmara de educação superior também foram sete reuniões e até o fechamento da edição o principal saldo foi a consolidação do reajuste, tendo os representantes patronais evoluído para reposição do INPC (7,68%) retroativa a março, mês da data-base da categoria. Durante as tratativas, predominou a discussão de questões não salariais como o calendário de recesso e férias, a limitação de alunos por turma e a remuneração de atividades docentes específicas. “Inegavelmente houve uma maior disposição ao diálogo por parte dos representantes patronais nesse processo, mas as questões contempladas estão muito aquém das necessidades dos professores”, destaca Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

Em ambas as câmaras, houve consenso na antecipação do feriado do Dia do Professor deste ano para 13 de outubro.

 

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