Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 199 | Ano 20 | Nov 2015
EDITORIAL

Essa foi uma das opções de capa para esta edição do Extra Classe

Capa: arte de Bold Comunicação

Essa foi uma das opções de capa para a edição de novembro do Extra Classe

Capa: arte de Bold Comunicação

Até o último instante do fechamento do Extra Classe, consideramos a possibilidade desta capa, estampada acima, aludindo aos 30 anos da ocupação da Fazenda Annoni pelo então jovem Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O tema é alvo de reportagem nesta edição.

Passaram-se três décadas deste momento histórico e 35 anos do acampamento na Encruzilhada Natalino. O movimento, aos poucos, tornou-se reconhecido em todo o planeta. Não à toa, intelectuais influentes como Noam Chomski e Boaventura Sousa Santos, consideram o MST o mais importante movimento social do mundo. Alguns indícios disso podem ser detectados pelas homenagens recebidas ao longo dos anos, como o Prêmio Nobel alternativo, concedido pelo Parlamento sueco em 1991; a condecoração pelo modelo educacional implementado nos assentamentos, entregue pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 1995. Em 2011, o MST recebeu, nos EUA, o Prêmio Soberania Alimentar, concedido anualmente pela Community Food Security Coalition, entidade que agrega cerca de 300 organizações voltadas para o combate à fome, a segurança alimentar e agricultura sustentável.

Num momento em que o mundo inteiro se encontra refém dos grãos transgênicos. Enquanto os brasileiros consomem uma média de sete litros de agrotóxicos por ano para dar lucro a meia dúzia de empresas, o MST aponta um caminho de produção saudável e viável economicamente, sem uso de veneno, além de desenvolver tecnologia para isso. Parabéns, MST!

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