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Nº 202 | Ano 21 | Abr 2016
ENSINO PRIVADO
ASSEMBLEIA

Professores reafirmam reivindicações

Em Assembleia Geral, no dia 2 de abril, os professores da educação básica e da educação superior reafirmaram as reivindicações entregues ao Sinepe/RS em março, com destaque para a reposição integral da inflação retroativa a março. Sinpro/RS e Sinepe dão continuidade à negociação em abril.

Assembleia Geral avaliou as negociações salariais com o Sinepe/RS

Foto: Grazieli Gotardo/Ascom Sinpro/RS

Assembleia Geral avaliou as negociações salariais com o Sinepe/RS

Foto: Grazieli Gotardo/Ascom Sinpro/RS

Reunidos em Assembleia Geral no dia 2 de abril, os professores da educação básica e da educação superior avaliaram as negociações coletivas com o sindicato patronal (Sinepe/RS), iniciadas no dia 15 de março. Os professores da educação básica repudiaram o condicionamento da negociação, imposto pelos representantes do Sinepe/RS, à revisão da cláusula de limitação de alunos por turma, incluída na Convenção Coletiva de Trabalho em 2015. Na educação superior, os professores manifestaram sua resistência em relação à proposta de parcelamento da reposição da inflação, feita pelo patronal no último encontro. Os professores reafirmaram as reivindicações entregues ao sindicato patronal, com destaque para a reposição integral da inflação.

Sinpro/RS e Sinepe/RS deram início, no dia 15 de março, à negociação para a renovação das Con- venções Coletivas de Trabalho da educação básica e da educação superior. Até o final do mês foram realizadas três reuniões. Após o primeiro encontro, o sindicato patronal orientou as instituições para que não antecipassem a integralidade da inflação aos professores no salário de março. A orientação foi de antecipar apenas 6% com o argumento de que a reposição integral afetaria “o bom andamento das negociações”. A direção do Sinpro/RS criticou a iniciativa. “Adiar a reposição integral da inflação num período em que esta atingiu 11,08% é penalizar os pro- fessores em nome de uma estraté- gia de negociação”, avaliou Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS. “A reposição da inflação nos salários de março dos professores nunca atrapalhou o processo”. Para ele, essa manobra do sindicato patronal antecipou a intenção de parcelamento da reposição, apresentada na última reunião.

EDUCAÇÃO  BÁSICA  –  A negociação vem sendo marcada pela insistência dos dirigentes patronais na revisão da cláusula de limitação do número de alunos por turma como condição para a continuidade do processo negocial. Dentre as reivindicações, reajuste salarial de 12%, medidas de proteção à saúde dos professores, regulamentação do trabalho extraclasse e equiparação dos valores hora-aula do ensino fundamental.

EDUCAÇÃO   SUPERIOR   –  Os representantes patronais apresentaram proposta de reposição parcelada da inflação, o que foi rechaçado pelos representantes dos professores. Entre as principais reivindicações, além do rea- juste de 12%, estão: calendário de férias, limitação de alunos por turma e prazo para o desligamento de professores.

As reuniões de negociação estão ocorrendo sempre às terças-feiras. O andamento da negociação pode ser acompanhado pelo site do Sindicato (www.sinprors.org.br) ou pelas redes sociais.

MOÇÃO – Também esteve na pauta da Assembleia Geral do dia uma reflexão sobre o tensionamento que vive a sociedade brasileira face à crise política vigente. Na ocasião, os professores aprovaram uma Moção sobre a Conjuntura Nacional. “O movimento sindical e social, em que se insere o Sinpro/RS, tem plena convicção de que somente na democracia é possível avançar na afirmação do valor do trabalho e da dignidade profissional e pessoal dos trabalhadores”, diz o documento que pode ser acessado na íntegra no site do Sindicato  (www.sinprors.org.br).

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