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Nº 213 | Ano 22 | MAI 2017
ENSINO PRIVADO
MOBILIZAÇÃO

Greve Geral tem a adesão de professores do ensino privado

A Greve Geral dos trabalhadores convocada pelas centrais sindicais contra as reformas da Previdência e trabalhista, realizada no último dia 28 de abril, contou com a adesão de professores de mais de 120 instituições de ensino em todo o estado, que permaneceram fechadas. Mais de 40 milhões de trabalhadores aderiram à Greve em todo o país, considerada pelas centrais sindicais uma das maiores da história recente.

Em Porto Alegre, além do tradicional Colégio Anchieta, grandes instituições de ensino privado não tiveram aulas. Na região Metropolitana e no interior, os professores foram para as ruas, com ampla participação em concentrações, caminhadas e outras formas de manifestação em conjunto com outras categorias. Em Rio Grande, mais de 30 escolas permaneceram fechadas. Em Santa Rosa, os docentes de todas as escolas privadas de educação básica paralisaram.

Da educação superior, pararam os professores da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Regional Integrada (URI), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Fundação do Ministério Público (FMP), entre outras instituições, fecharam as portas na Greve Geral.

Foi consenso na direção do Sinpro/RS a avaliação do êxito da convocação da Greve Geral, “evidenciada pela significativa adesão de trabalhadores, ampla simpatia da sociedade e expressiva participação nos muitos atos públicos realizados em todo o país ao longo do dia”. Mereceu especial destaque pela direção do Sindicato a expressiva participação de professores do ensino privado na paralisação. “Nunca os professores tiveram tantos motivos para se mobilizar”, ressalta Amarildo Cenci, diretor do Sinpro/RS.

A direção do Sindicato considera, no entanto, a necessidade de manter a mobilização da categoria juntamente com o movimento sindical e social com vistas à derrota definitiva das propostas de reformas que tramitam no Congresso Nacional.

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