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Nº 222 | Ano 23 | ABR 2018
ARTE+
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Por César Fraga
Obras de Röhnelt ganham exposição itinerante com leitura de coletivo de curadores

Foto: Igor Sperotto

Obras de Röhnelt ganham exposição itinerante com leitura de coletivo de curadores

Foto: Igor Sperotto

A obra do artista plástico Mário Röhnelt será objeto de exposição itinerante ao longo do ano. Iniciativa da Galeria Ecarta, a exposição intitulada Seleção Ecarta – Mário Röhnelt se inicia em Porto Alegre no dia 26 de abril e vai até 18 de junho. Depois, deverá passar por mais cinco cidades do interior. “Será a primeira leitura mais ampla dos meus trabalhos e uma expansão pública extraordinária. Nesse contexto, beneficiam-se todos os artistas”, comemora Röhnelt.

De acordo com o curador e coordenador da galeria, André Venzon, trata-se de uma exposição que agrupa 20 obras do artista, todas elas em diversas técnicas e de períodos distintos entre si, selecionadas pelo próprio artista e apresentadas a um grupo de professores, curadores e gestores que assumiram o propósito de fazer, cada um, uma leitura crítica de uma obra da sua livre escolha.

“Este olhar dos curadores é bastante amplo e estamos convidando professores de diversas escolas de arte do Rio Grande do Sul e também gestores das principais instituições e fundações de artes visuais da capital e região metropolitana. São jovens curadores e curadores sênior, no sentido de ampliar ao máximo o olhar sobre a obra do artista. Com isso, garantimos que não haverá apenas uma visão crítica sobre a obra, mas vários pontos de vista”, explica Venzon.

Os curadores convidados são Ana Zavadil (Macrs), Bruna Fetter (IA – Ufrgs), Carlos Trevi (Santander Cultural), Carmen Capra (Uergs – Montenegro), Fernanda Soares da Rosa (FVCB), Henrique Menezes (FIC), José Francisco Alves (Ateliê Livre), Raquel Fonseca (CAL – UFSM), Lauer Santos (UFPel), Lurdi Blauth (Feevale), Mara Galvani (UCS), Neiva Bohns (UFPel), Paulo Amaral (Margs), Paulo Gomes (IA – Ufrgs), Richard John (ESPM), Sandra Ling (Instituto Ling), Sandra Rey (IA – Ufrgs), Maria Luisa de Leonardis (Braguay), Tania Aimi (MAVRS – UPF) e Carmen Lula Barros (Urcamp).

Para o coordenador, essa proposta foi preconcebida para subverter a ideia corrente de que só um ponto de vista curatorial pode ser decisivo para a concepção de uma mostra. “Ao contrário, esse ambicioso projeto da Fundação Ecarta, em caráter anual, ao promover a visibilidade de alguns dos nossos mais importantes artistas contemporâneos, pretende aportar múltiplos e significativos olhares a suas narrativas poéticas. O reflexo no público que visitará a exposição e que se interessará pela obra seja proporcional a essa estratégia que estamos lançando, já com interesse na itinerância dessa primeira exposição para outras cidades do estado.”

Já foi encaminhado um pedido para que a exposição também vá para o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, em Pelotas, cidade em que o artista nasceu e estudou. Juntamente com essa primeira exposição de 2018 será anunciada a programação da galeria para o ano, bem como o resultado do edital de mais duas exposições. “Será um momento para celebrar a obra do Mário e também destacar a própria galeria e os jovens artistas contemplados em 2018”, avalia.

TRAJETÓRIA – Mário Alberto Birnfeld Röhnelt nasceu em Pelotas, em 1950, estudou Arquitetura na Ufrgs, de 1970 a 1972. Iniciou sua vida profissional em 1974 como designer gráfico de capas de livros. Em 1977, juntamente com os desenhistas Milton Kurtz, Julio Viega e Paulo Haeser, formou o Grupo KVHR, que atuou até 1980. Também editou 13 folhetos impressos em off-set com obras do grupo e que foram distribuídos em galerias de arte e através do circuito de arte-postal, na época bastante ativo. Mário Röhnelt participou ainda do Espaço NO, marco cultural alternativo em Porto Alegre voltado a promoções e manifestações experimentais. Lá, trabalhou com Vera Chaves Barcellos, Carlos Wladimirsky, Rogério Nazari, Milton Kurtz, Ricardo Argemi, Heloisa Schneiders da Silva, entre outros. A partir de 1983, começou a expor individualmente. Foi premiado em diversos salões de arte, entre os quais o Salão Nacional, Funarte, Rio de Janeiro, em 1993 e 1995. Em 2010, trabalhou com o Grupo 3 X 4 (Laura Froes, Helena D’Ávila, Carlos Krauz e Nelson Wilbert) no projeto 3 X 4 Vis(I)ta Mário Röhnelt, e, a convite da Fundação Vera Chaves Barcellos, desenvolveu a curadoria da mostra Pintura: da matéria à representação, exposta na Sala dos Pomares, Viamão, RS. Em 2014, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, sob a direção de Gaudêncio Fidelis, dedicou-lhe ampla mostra retrospectiva de cerca de 200 trabalhos, cuja curadoria foi feita por José Francisco Alves (Doutor e Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Ufrgs).

Röhnelt vive e trabalha em Porto Alegre. A sua produção abrange desenho, pintura, fotografia e instalação.

Local: Galeria de Arte da Fundação Ecarta, Avenida João Pessoa, 943 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS – Brasil.

Período: De 26 de abril a 18 de junho de 2018, de terças a sextas, das 10h às 19h, sábados, das 10h às 20h, e domingos, das 10h às 18h.

ECARTA MUSICAL

Baixo, guitarra, bateria e viola de 10 cordas

Violas do Sul estará em Canoas e Santa Cruz do Sul

Foto: Divulgação

Violas do Sul estará em Canoas e Santa Cruz do Sul

Foto: Divulgação

O projeto Ecarta Musical já conta com dois espetáculos e oficinas itinerantes em 2018, Violas do Sul e Quarto Sensorial, que estiveram em Alegrete e Uruguaiana, em março, e também passarão por Canoas e Santa Cruz do Sul, nos meses de abril e maio. O projeto é realizado pela Fundação Ecarta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (Pró-Cultura RS FAC), com correalização do Sesc/RS e tem apoio do Sindicato dos Professores (Sinpro/RS), Prefeitura Municipal de Uruguaiana e do Instituto Estadual de Música.

O espetáculo Violas do Sul reúne os músicos Valdir Verona, Mário Tressoldi, Angelo Primon e Oly Jr., que têm em comum a viola de 10 cordas permeando seus trabalhos e que, juntos, traçam uma linha evolutiva do instrumento, com canções autorais e clássicos do cancioneiro gaúcho e brasileiro, e da música contemporânea. Também faz parte do projeto, em paralelo, uma oficina intitulada Viola de 10 Cordas e suas singularidades.

Quarto Sensorial é um trio de música instrumental formado por Carlos Ferreira (guitarra), Martin Estevez (bateria) e Bruno Vargas (baixo). Em atividade desde 2007, tem três discos lançados: Quarto Sensorial EP (2009), A+B (2012) e Halteroniilismo (2014). Os músicos apresentam uma oficina em que dialogam com o público, tendo como foco o aspecto da música autoral no cotidiano, produção independente, como gerar adesão e engajamento do seu público para que ele seja o principal divulgador de suas atividades, e principalmente falar de seu processo de criação, o chamado “laboratório sonoro”, que traz  fortes influências do rock progressivo e jazz. Sem deixar de flertar com outras sonoridades, a banda extrapola as noções de gênero e segue mantendo seu trabalho em constante movimento, à parte de regras musicais rigidamente estabelecidas.

ABRIL

Dia 14 | 20h

Quarto Sensorial em Santa Cruz do Sul

Local: Auditório do Memorial da Unisc

(Av. Independência, 2.293)

Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível

Oficina Produção Musical

Horário: 16h | inscrições gratuitas

Elisângela Eichner ([email protected]) e Roberta Pereira ([email protected])

MAIO

Dia 26 | 20h

Quarto Sensorial em Canoas

Local: Teatro do Sesc Canoas

(Rua Guilherme Schell, 5340)

Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível

Oficina Produção Musical

Horário: 16h | inscrições gratuitas

[email protected]

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