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17/10/2017
EDUCAÇÃO

Magistério estadual pressiona governo por negociação

Em greve desde 5 de setembro, professores realizaram dia de protestos, com vigília, caminhada e ato público na Secretaria da Fazenda
Da Redação
Com salários parcelados, magistério estadual está em greve desde o dia 5 de setembro

Foto: Cpers-Sindicato/ Divulgação

Com salários parcelados, magistério estadual está em greve desde o dia 5 de setembro

Foto: Cpers-Sindicato/ Divulgação

Os professores estaduais, em greve desde o dia 5 de setembro contra o parcelamento de salários, realizaram protestos nesta terça-feira no centro de Porto Alegre, com vigília a partir das 10h na Praça da Matriz, caminhada pelas avenidas Borges de Medeiros e Mauá e ato público em frente ao prédio da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz). De acordo com o Comando de Greve Estadual do Cpers-Sindicato, o objetivo da mobilização foi pressionar o governo por uma solução para a greve da categoria e contra a votação das PLs e PECs que atacam os direitos dos educadores e educadoras.

Presidente do Cpers, Helenir Schürer (C) avalia que adesão à greve é de 65%

Foto: Cpers-Sindicato/ Divulgação

Presidente do Cpers, Helenir Schürer (C) avalia que adesão é de 65%

Foto: Cpers-Sindicato/ Divulgação

Cercados por forte aparato da Brigada Militar, os manifestantes bloquearam a entrada do prédio da Sefaz e solicitaram uma audiência com o secretário Giovani Feltes, mas não foram atendidos. A resposta do governo, desqualificando as reivindicações, provocou revolta entre os professores. Os portões da secretaria foram trancados com cadeados. Em nota, a Sefaz afirmou que a manifestação “causa transtornos aos servidores, que ficam impedidos de trabalhar, e aos contribuintes em especial, que não podem acessar o atendimento ao público”, atribui a responsabilidade pelas negociações entre governo e magistério à Casa Civil.

Ao ressaltar que Cpers-Sindicato teve acesso à situação das finanças do estado em reunião realizada com a Casa Civil no início do mês, a nota afirma que o movimento dos professores “não faz brotar dinheiro no Tesouro do Estado”. Para a presidente do Cpers, Helenir Schürer, o governo não prioriza o pagamento dos salários dos servidores. Segundo a dirigente, “a greve continua em todo o Estado e a adesão ao movimento já atinge mais de 65%, sem qualquer possibilidade de terminarmos a paralisação”.

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