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27/11/2017
MOVIMENTO

Centrais organizam paralisação contra reforma da Previdência

Diversas categorias de trabalhadores no RS organizam Assembleias com indicativo de greve em 5 de dezembro, Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência
Da Redação
Encontro na Fecosul reuniu representantes de centrais sindicais e sindicatos por categorias

Foto: Renata Machado/ CUTRS

Encontro na Fecosul reuniu representantes de centrais sindicais e sindicatos por categorias

Foto: Renata Machado/ CUTRS

A CUT-RS, demais centrais sindicais e representantes de diversas categorias de trabalhadores definiram em plenária realizada na última segunda-feira, 27, o calendário de mobilização para o Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência, no dia 5 de dezembro, no Rio Grande do Sul. A data da Greve Nacional em Defesa da Previdência e dos Direitos foi definida na última semana pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas.

Após debates, foram aprovados encaminhamentos para a organização do movimento, com destaque para assembleias das categorias, campanha de mídia, panfleteações até o dia 5 e diálogo com movimentos sociais. Foi aprovada ainda uma nova plenária de mobilização, seguida de coletiva de imprensa, na véspera da greve nacional, na próxima segunda-feira, 4, no auditório do Sindicato dos Bancários, a partir das 9h.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, afirmou que “a classe trabalhadora precisa parar o  rolo compressor do golpe”. Ele destacou a importância da greve nacional, que terá inúmeros atos, passeatas e paralisações para dar uma resposta forte e à altura dos ataques do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). “Temos que impedir essa reforma que representa o fim da aposentadoria para milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, destacou.

A nova proposta de reforma da Previdência Social a ser votada no Congresso no dia 6 de dezembro, de acordo com os sindicalistas, é “mais perversa” que a anterior. Ao contrário do que afirma a campanha publicitária financiada pelo governo, a medida não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, alertam os representantes sindicais.

Para o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente atacados com o desmonte da CLT. “A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, alerta o dirigente.

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