Política
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Presidente do Senado, Alcolumbre já declarou que a PEC deverá passar por pelo menos uma comissão no Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Reunião de líderes no Senado deve definir ritmo de tramitação da PEC que dá fim à escala 6×1 nesta terça-feira, 9 de junho. Após feriado prolongado de Corpus Christi, os senadores devem retornar para sessões presenciais em Brasília. No encontro, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) pode definir quem será o responsável pela relatoria e cronograma de tramitação da proposição. Aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, a PEC do fim da 6×1 ainda não teve andamento no Senado, dado que Alcolumbre não encaminhou a PEC para nenhuma comissão.
O presidente do Senado não se comprometeu a fazer com que a PEC tramite de forma célere. A PEC não deverá ser encaminhada diretamente para votação em plenário, mas deverá passar por pelo menos uma comissão no Senado. Os senadores esperam que a proposta comece a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo Lula (PT).
Já o governo deseja ver a PEC aprovada no Senado até 15 de julho, antes do recesso parlamentar, que inicia em 18 de julho. Após passar por uma ou mais comissões, a proposta precisará receber o aval de pelo menos 49 senadores em plenário, em duas votações.
A PEC que dá fim à escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados, prevê dois dias de folga na semana ainda este ano e transição na redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, de 44 horas para 40 horas no período de 14 meses após aprovação no Senado.
Senadores de oposição ao governo Lula (PT) propuseram a PEC 12/2026 alternativamente à PEC que extingue a escala 6×1, apelidada nas redes sociais de “escala 7×0”.
Especialistas e entidades de trabalhadores criticam a medida e afirmam que a PEC da oposição enfraquece a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reduziria salários. Diferente da proposta aprovada na Câmara, que reflete ideia apoiada por 73% da população brasileira para reduzir a jornada de trabalho no país, críticos denunciam que a PEC da oposição possibilita escala 7×0, sem folga semanal e o enfraquecimento das negociações coletivas realizadas por sindicatos. Mobilizações nacionais pelo fim da escala 6×1 destacaram reivindicações de brasileiros que tem o objetivo de passar mais tempo com a família, cuidar da saúde mental e ter mais qualidade de vida.
A PEC 12/2026, proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) cria um regime flexível baseado em horas trabalhadas, aposta na negociação entre empregador e trabalhador e calculará salários e benefícios como FGTS, férias e 13º salário de forma proporcional à carga horária cumprida.