Cultura
Machado de Assis antecipou debates sobre loucura, justiça, controle e poder
O psiquiatra Daniel Martins de Barros analisa como os textos machadianos seguem iluminando debates sobre…

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
“A plataforma integra educação, cultura e tecnologia e amplia o acesso a obras em domínio público e títulos licenciados”, observa Anita Gea Martinez Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional. Ela diz que o projeto foi pensado para atender demandas do contexto brasileiro.
Em menos de dois meses desde a inauguração, a plataforma MEC Livros já registrou mais de 260 mil empréstimos e meio milhão de usuários. Os 8 mil títulos podem ser acessados por celulares, computadores e tablets, mediante login na conta gov.br.
O serviço funciona por empréstimo: o usuário pode ficar com o livro por até 14 dias. Ao fim do prazo, é possível renovar ou devolver o título. A leitura é diretamente na plataforma, via website ou aplicativo disponível para sistema Android.
O acervo reúne clássicos da literatura brasileira e obras contemporâneas. Entre os autores estão Machado de Assis, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles. Há também títulos populares, como A Vegetariana, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2024, a saga Harry Potter, O Hobbit e Eu Sou Malala.
Até o momento, a plataforma registra como livros mais lidos, nesta ordem, Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli; Sem Despedidas e A Vegetariana, de Han Kang; e Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling. O catálogo reúne mais de 20 editorias e gêneros, que vão do romance e da ficção às histórias em quadrinhos e à literatura de cordel.
Segundo o MEC, a iniciativa busca ampliar o acesso à leitura e apoiar o ensino. A proposta é integrar as obras aos conteúdos escolares, com atividades de interpretação e produção de texto. A política segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE).
Para ampliar o catálogo, o MEC firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional. O Ministério também negocia acordos com a Academia Brasileira de Letras (ABL), Edições Câmara, Instituto Mojo e Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Parte das obras contemporâneas é oferecida por meio de licenciamento, com regras específicas de acesso e remuneração.
A plataforma ainda não tem integração com leitores digitais, como o Kindle. O MEC não informou prazo para ampliar a compatibilidade ou lançar versões para outros sistemas operacionais.
*Luigi Pinzetta é estagiário de jornalismo, sob supervisão de Valéria Ochôa.