Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 094 | Ano 10 | Ago 2005
ELISA LUCINDA

De tal modo é,
que eu jamais negá-lo poderia:
Sou agarrada na saia da poesia.
Para dar um passeio que seja,
uma viagem de carro, avião ou trem,
à montanha, à praia, ao campo,
uma ida a um consultório com qualquer possibilidade, ínfima que seja, de espera,
passo logo a mão nela pra sair:
É um Quintana, uma Adélia, uma Cecília, um Pessoa ou qualquer outro a quem eu ame me unir.
Porque sou humano e creio no divino da palavra,
pra mim é um oráculo a poesia!
É meu tarô, meu baralho, meu tricô, minha reflexão, minha bruxa, meu caldeirão,
meu I ching, meu dicionário, meu cristal clarividente, meu búzio, meu copo com água, meu conselho, meu colo de avô,
a explicação ambulante de tudo o que pulsa e arde.
A poesia é síntese filosófica, fonte de sabedoria e bíblia dos que, como eu, crêem na eternidade do verbo, na ressurreição da tarde e na vida bela, amém!

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