Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 097 | Ano 10 | Nov 2005
PALAVRA DE PROFESSOR

Ana Cristina Simor da Silva Leonardi

Sabemos que a política envolve o cotidiano escolar e social. Nessa problemática, pensamos que ela é contribuinte no bom andamento da prática pedagógica quando colocamos em estudo o porquê devemos associar a política com as relações diárias. Esta temática pode se transformar em elemento de ação da prática pedagógica quando a entendemos, na sua essência, como ciência do bem comum. Partindo desse pressuposto, e também de que nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que lhe afligem, pensamos na política com grande importância no ato de ensinar, pois é questionando e colocando-se nas decisões da sociedade que se exerce o verdadeiro papel de cidadão.

Quando buscamos a ciência do bem comum e a confrontamos com a educação, observamos que uma se entrelaça com a outra na medida em que têm o compromisso de orientar o indivíduo na atuação em uma sociedade necessitada de liberdade consciente, sendo que o ensino em sala de aula precisa discutir o desenvolvimento geral da sociedade, abrangendo uma reflexão crítica e política. A política é a apresentação de elementos teóricos que, a partir do levantamento de dados, auxiliam o estudo com elaborações que possibilitam estabelecer novas relações e compreensões sobre o que cerca a sociedade e conseqüentemente a escola. Elaborando conceitos e reelaborando estudos, a escola poderá exercer uma consistente mediação, indispensável para a cidadania, ao promover de modo sistemático a educação que atualiza historicamente as novas gerações. Enfocando que o ato político não corresponde somente aos partidos políticos em época de eleição, mas sim à ciência do governo e a maneira hábil de agir e tratar de diversas situações.

A educação é compromisso, é ato político, é decisão. Educar é tomar posição. O educador aprende e ensina posicionando-se e baseando-se em princípios de totalidade, historicidade, contradição e realidade, e fundamentalmente na observação de seu educando que por sua vez é visto como um todo, tem o seu passado considerado e exerce juntamente com o educador a participação no diálogo em sala de aula para posteriormente transcender a ela.

Afinal, procuramos na política o aspecto dialético da sociedade, processo de conhecer que considera as experiências sociais, históricas e culturais daqueles que procuram a emancipação e mudança na decisão democrática e crítica educativa.

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