Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 111 | Ano 12 | Mar 2007
EXTRAPAUTA

Conscientização em 700 escolas

O Programa Luzes da Cidade, da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) Distribuição, apresentou o espetáculo Cheganças a mais de 90 mil espectadores de 28 municípios da área de abrangência da empresa, de agosto a dezembro de 2006. Com o objetivo de conscientizar os consumidores sobre o uso racional de energia elétrica e preservar o meio ambiente, o espetáculo narra as peripécias da fictícia família Voltz e sua relação com a energia. Em sua terceira edição, o programa Luzes, por meio do Cheganças, levou informação e entretenimento para os consumidores não só em parques, praças e espaços públicos, como também realizou seminários para 500 professores em Osório, Bagé e Rio Grande. Para isso, foram produzidos materiais de apoio, como a Revista do Professor, a Revistinha do Aluno e o CD com as músicas do espetáculo. Mais de 3 mil educadores receberam a revista, que aborda o conceito e as formas de energia, energia elétrica, luz e meio ambiente. Foram beneficiadas com o Cheganças mais de 700 escolas das redes pública e particular, cujas apresentações tiveram média de 500 espectadores. Todas as atividades do Luzes foram gratuitas. (Daniela Santos).

Militar uruguaio será julgado na Argentina por assassinatos

Conforme nota emitida pela Polícia Federal (PF), o militar uruguaio Manuel Juan Cordero Piacentini foi preso na tarde de 26 de fevereiro, em Santana do Livramento/RS, por força de mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 23. Existe pedido de extradição solicitado pelo Governo da Argentina, país em que o militar responde por crimes cometidos durante o período de ditadura naquele país. O militar é acusado de crimes contra os direitos humanos e do assassinato de dois políticos uruguaios em Buenos Aires, em maio de 1976.

Conforme a PF, o militar uruguaio estava no Brasil desde julho de 2004, em Santana do Livramento/RS. Casado com uma brasileira desde 1975, solicitou pedido de permanência em setembro de 2004 – ainda sem resposta definitiva –, permanecendo em situação considerada regular no país, e aguardava decisão das autoridades brasileiras. Em fevereiro de 2005, encaminhou na Delegacia de Polícia Federal de Livramento/RS pedido de refúgio político, que, em julho de 2005, teve como resposta o indeferimento por parte do Comitê Nacional para Refugiados do Ministério da Justiça (Conare).

Em 3 de agosto de 2005, o STF expediu mandado de prisão contra Piacentini que, naquela ocasião, não foi localizado. Em 23 de fevereiro de 2007, por provocação do consulado argentino, o Ministro do STF, Marco Aurélio, desentranhou o referido mandado, tendo em vista informações por parte da Interpol de que o militar estaria circulando pela cidade de Livramento/RS. Em 25 de fevereiro de 2007, domingo, encaminhou à Delegacia da PF de Livramento/RS, via fax, um novo pedido solicitando condição de refugiado. Informado da necessidade de sua presença, requisito essencial exigido pela Lei 9.474/97 para o encaminhamento do pedido, compareceu à Delegacia da PF em Livramento/RS, onde, logo após formalizar seu pedido de refugiado político, conforme o procedimento elencado na lei, foi-lhe apresentado o mandado de prisão. Ao que parece, as autoridades chilenas e argentinas estão mais preocupadas do que as autoridades brasileiras em punir os crimes bárbaros cometidos durante suas ditaduras. No Brasil, os responsáveis por atrocidades batizadas de crimes políticos permanecem impunes. A imagem ao centro circulava na internet denunciando o paradeiro de Piacentini no Brasil. (César Fraga)

Guaíba vendida. Agora só resta queixar-se ao bispo

A notícia da compra efetuada pela Rede Record, do grupo do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, das emissoras de Rádio e Televisão Guaíba, do Sistema Guaíba-Correio do Povo caiu como uma bomba no meio jornalístico nas últimas semanas de fevereiro, provocando protestos de ouvintes e telespectadores de uma marca tradicional da imprensa gaúcha.

Embora a notícia já estivesse repercutindo desde a semana do Carnaval, a venda da emissora AM (720 kHz – Porto Alegre/RS), da emissora FM (101,3 MHz – Porto Alegre/RS) e do canal de TV (TV Guaíba – Canal 2), todos com sede em Porto Alegre, foi confirmada no dia 27 de fevereiro pelo diretor administrativo-financeiro Carlos Bastos Ribeiro, que não informou o valor da operação, estimada pelo mercado em R$ 100 milhões. Ribeiro acrescentou que o jornal Correio do Povo, editado pelo grupo, assim como as operações de Internet, não foram incluídos no negócio.

A Rádio Guaíba AM, no ar desde abril de 1957, é uma das mais antigas do Rio Grande do Sul. A emissora FM foi fundada em 1980. A TV Guaíba, canal 2, foi ao ar em março de 1979. Junto com o Correio do Povo, os veículos eletrônicos pertenciam ao empresário Breno Caldas. O grupo foi comprado em 1986 pelo agroempresário Renato Bastos Ribeiro.

POLÊMICA – Vendas de canais de rádio e TV sempre ressuscitam o debate sobre a moralidade e a legalidade de transações financeiras que envolvem concessões públicas. Tudo bem que o que está sendo vendido são empresas. Mas e a concessão, como fica? Concessões não podem ser hereditá-rias, nem submissas ao poder econômico. Devem ter como orientação e critério os interesses regionais e as peculiaridades locais. Canais de rádio e TV são concessões do Governo federal. Há quem diga que é mais ou menos como um agricultor que recebe do Governo uma gleba de terra para cultivar, e vende essa terra para fazer dinheiro. Mas infelizmente, para ouvintes e telespectadores desgostosos, por hora, tudo que resta é queixar-se ao bispo. (C.F.)

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