Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 118 | Ano 12 | Out 2007
ENSINO PRIVADO
ESPAÇO JURÍDICO

A disfonia atinge um grande contingente de professores, sendo que a origem de tal distúrbio, na maioria dos casos, é funcional. Daí a necessidade da prevenção para se evitar problemas vocais.

Estudos na área da fonoaudiologia demonstram que os fatores como a falta de recursos pedagógicos se constituem num dos principais problemas encontrados pelos professores para manter a saúde da voz. Salas cheias e sem meios que propiciem uma adequada produção vocal, como microfone, ou projetadas com uma acústica melhor são fundamentais para a manutenção da qualidade da voz.

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CEREST/CCD/SES-SP), recentemente, publicou um artigo no Bepa, alertando sobre a necessidade da prevenção da saúde vocal de profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho.

Destacam-se, por pertinentes, as medidas preventivas à doença da voz relacionadas pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, a seguir:

 Identificação precoce de queixas e alterações vocais;
 Realização de exame médico e avaliação fonoaudiológica periodicamente;
 Ações educativo-terapêuticas voltadas à adequada utilização da voz como meio de expressão dos trabalhadores, tais como noções sobre anatomofisiologia do aparelho fonador, cuidados vocais, aquecimento e desaquecimento vocal e expressividade vocal;
 Identificação e redução/eliminação dos riscos existentes à saúde vocal no ambiente e/ou organização do trabalho e ações educativas voltadas à promoção de saúde e prevenção de queixas/alterações vocais, como a participação em Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes), palestras, campanhas, oficinas e treinamentos específicos.

A notificação da doença é fundamental para que seja possível dimensionar e qualificar sua distribuição, para que o planejamento das ações preventivas e de assistência seja eficaz. Portanto, recomenda-se que em havendo suspeita de distúrbio de voz relacionado ao trabalho deva ser emitida a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).

O professor deve cuidar da sua saúde prevenindo a doença da voz. Deve consultar profissionais da saúde especialistas a fim de identificar eventual problema relacionado com o uso da voz, eis que pode estar desenvolvendo uma doença relacionada com a atividade docente.

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