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Nº 122 | Ano 13 | Abr 2008
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÃO COLETIVA 2008

A Negociação Coletiva 2008 entre Sinpro/RS e Sinepe/RS está sendo marcada pela burocratização do processo. É esta a avaliação da direção do Sindicato dos Professores, que credita a dificuldade nas negociaç

O posicionamento do Sinepe/RS, no entanto, só foi conhecido pela representação dos professores dias antes da quarta rodada, que ocorreu no último dia 1º de abril, quando propôs diminuir em 20% o desconto para dependentes nas anuidades escolares e reduzir os salários dos professores da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental com a extinção do adicional por aprimoramento acadêmico (3%).

O Sindicato dos Professores não apenas rejeitou tais propostas, como apresentou novas formulações de cláusulas. “Foi com surpresa que recebemos a proposta patronal de retirar direitos da categoria. Lamentamos também a insensibilidade com algumas questões que, no mérito, se revelaram irrefutáveis por parte dos negociadores patronais”, afirma Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

“Nos três primeiros encontros, o sindicato patronal se colocou na posição apenas de ouvinte das propostas dos professores. Mesmo assim, dos 18 destaques apresentados pelo Sinpro/RS, praticamente nada foi contemplado ou atende as expectativas dos professores”, relata o diretor.

A proposta feita na primeira rodada, de discutir os assuntos em câmaras distintas para Educação Básica e Educação Superior, também foi inicialmente recusada pelo Sinepe/RS na continuidade do processo. Após insistência, apenas duas reuniões foram realizadas separadamente nos dias 11 e 18 de março. Nessas datas, as comissões aprofundaram questões específicas de cada nível.

“Cada vez mais a Educação Básica e Educação Superior apresentam um conjunto de variáveis distintas e a negociação deveria acompanhar essas diferenças. Para quem se propõe a tratar com profundidade os assuntos, é preciso distinguir e saber lidar com as especificidades de cada nível”, ressalta Fuhr.

Fazem parte da pauta de reivindicações do Sinpro/RS: remuneração das aulas ministradas fora da unidade de lotação; a obrigatoriedade de contratação de professores na EaD; a irredutibilidade de salário e carga-horária; a isonomia salarial; a remuneração pela elaboração de material didático-pedagógico solicitado pelo empregador; o limite de alunos por turma; e um calendário escolar favorável à concessão de férias entre 12 de janeiro e 21 de fevereiro. A data-base dos mais de 30 mil professores do ensino privado que atuam no Rio Grande do Sul é 1º de março.

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