Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 124 | Ano 13 | Jun 2008
ELISA LUCINDA

Se resolvesse colher flores,
as mais bonitas que se pudesse
em jardim encontrar,
corresse eu o mundo para esse
geo-buquê organizar, não ia dar amiga.
Centenas de espécie eu encontrasse,
seria pouco pra dizer de sua valentia,
de sua alegria, de sua alquimia pra ser
fundamental no meu altar.
A gratidão pulsa as prateleiras,
inquieta as velas, tremula as chamas.
Você é uma amiga que tem
a dimensão de um verso:
não foge à luta, não frustra o verbo.
Busquei um buquê pra te dar,
pra te ofertar.
Não encontrei um à altura de te merecer.
Fiz o que pude e, diante do ser,
vi que o buquê era inincontrável,
porque ele era você.

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