Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 134 | Ano 14 | Jun 2009
ENSINO PRIVADO
FUNDAÇÕES

Os professores da Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo, e da Universidade Estadual (Uergs), protestaram no final de maio contra a intransigência por parte do governo, que rompeu a tradição de negociação com ambas as categorias e ofereceu zero de reposição salarial. Os docentes já acumulam mais de 21% de perdas. As duas instituições são fundações públicas de direito privado e contratam seus docentes pelo regime da CLT. Os professores são representados pelo Sinpro/RS nas negociações salariais com o governo com vista ao Acordo Coletivo.

Além de reconhecer as perdas salariais durante as negociações de 2008, o governo havia se comprometido em repassar o índice em 2009, desde que atingisse o equilíbrio fiscal. “O governo vem propagandeando que atingiu o equilíbrio nas contas, mas descumpriu o acordo com os professores”, explica Amarildo Cenci, diretor do Sinpro/RS. Diante do impasse, os professores da Fundação Liberato decidiram, em assembleia, promover uma paralisação no dia 27, data de reunião de negociações entre o Sinpro/RS e Centro dos Professores com o Gabinete de Assessoramento Especial (GAE) do governo. Um grupo de 50 professores acompanhou a reunião na sede da Secretaria da Fazenda. Segundo Daniel Sebastiani, presidente do Centro de Professores da Liberato, a expectativa da categoria era de que o governo apresentasse uma proposta na reunião do dia 4 de junho, quando as negociações ocorreram na sede da Fundação, em Novo Hamburgo.

UERGS – Já os professores da Uergs fizeram vigília em todas as unidades do RS no dia 26. Nas rodadas de negociação já ocorridas, o governo não ofereceu qualquer reajuste salarial, propondo apenas renovar o atual Acordo Coletivo por mais um ano, sem renovação das cláusulas econômicas e de repercussão financeira. “A Uergs está numa situação tão difícil que a proposta do governo inviabiliza a permanência dos professores e compromete a boa qualidade de ensino, já avaliada pelo MEC. Como consequência, o não reajuste dos salários implica uma rotatividade altamente prejudicial para a instituição”, afirma Cenci. A falta de infraestrutura e de professores, assim como a defasagem salarial e o excesso de CCs em cargos de comando da instituição foram denunciadas em audiência do Sinpro/RS e da Associação de Professores (Aduergs) com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan, no dia 27. A crise da Universidade Estadual está na pauta da Comissão de Educação para a realização de audiência pública.

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