Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 134 | Ano 14 | Jun 2009
ENSINO PRIVADO
SAÚDE

O trabalho docente da forma como está sendo desenvolvido está deixando os professores doentes. Esta é a principal constatação da pesquisa Condições de trabalho e saúde dos trabalhadores nas instituições de
Da Redação

Os dados da pesquisa foram apresentados em coletivas de imprensa que ocorreram nos dias 2, 3 e 4 de junho respectivamente em Porto Alegre, Pelotas, Passo Fundo e Santa Maria. “Os resultados desta pesquisa só legitimam as reivindicações do Sinpro/RS nas negociações com o Sindicato Patronal, e será mais uma ferramenta na busca por melhores condições de trabalho e saúde dos docentes gaúchos”, avalia Cássio Bessa, diretor do Sinpro/RS. O dirigente informa também que o Sindicato vai trabalhar os resultados da pesquisa preventivamente com os professores para que eles tenham melhor qualidade de vida. Para ele, pontos como o excesso de trabalho extraclasse, atividades não remuneradas, assédio moral, adoecimento com utilização de medicamentos para manter o ritmo de trabalho, depressão, ansiedade, distúrbios do sono, entre outros, já denunciados pelo Sinpro/RS em suas campanhas, aparecem na pesquisa com índices que comprovam a urgente reavaliação da forma de trabalho docente no ensino privado.

O estudo vem sendo realizado a há cerca de dez meses pelo Diesat – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, a pedido da Fetee/Sul – Federação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino Privado do RS em conjunto com do Sinpro/RS, Sinpro Caxias e Sinpro Noroeste (Ijuí). Foram ouvidos 1.680 professores, o que corresponde a 7% do universo de mais de 22 mil docentes atingidos pela pesquisa (sócios e não sócios dos Sindicatos) de todos os níveis de ensino (do Infantil ao Superior) em 23 cidades gaúchas, abrangendo todas as regiões do estado. A pesquisa foi elaborada em duas etapas, a primeira realizada por meio de entrevistas pessoais e a segunda por meio de questionário eletrônico. O próximo passo do trabalho, que deve ficar pronto no mês de julho, vai adicionar aos dados dos professores informações colhidas com os demais funcionários de estabelecimentos de instituições de ensino privadas do estado, traçando assim um perfil completo dos trabalhadores.

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