Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 135 | Ano 14 | Jul 2009
ELISA LUCINDA

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Ainda vou escrever sobre o seu olhar
Há nele alguma coisa que me ampara
marrom e profundamente
me acolhe castanho e eternamente
me depara e dispara
castanhas, nozes,
castor e não passas
Nele um Natal de
só se nascer
ascende
piscante
cílios faiscantes me
namoram
a pedidos o pescoço,
um poço, talvez, não
sei moço
seu olhar parece uma espécie de gosto
de posto que me norteia
de porto que em mim aldeia mora
um olhar que me olha e me ora
sem eu pedir, e donde sem vontade com saudade
me despeço
Ele é um gesto
um olhar fundo e esperto
Dele quero tudo mas não peço.
É novidade, antiguidade
realidade e arcabouço
nele caminho tranquila calça comprida, mão no bolso
Nele crown! … natação de manhã.
Em bom dia me cucoriza
ao abri-lo em minha cara
pela primeira vez ao dia
Vadia, sua órbita
me desatina linda
a um chamado íntimo e mundano.
Há nesse castanho
uma espécie de banho de explosão
de vontades
Uma generosidade feita de ser tudo
sem oprimir nada
um encontro inquieto e firme
uma coisa livre de se dar sei lá
ainda vou escrever sobre o teu olhar.

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