Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 136 | Ano 14 | Ago 2009
EXTRAPAUTA

Após a prisão, pela agência ambiental britânica, de três suspeitos de exportar lixo pra o Brasil, o governo brasileiro começou a devolver 1,7 mil toneladas de dejetos, incluindo seringas descartadas, fraldas e camisinhas usadas. O lixo inglês começou a ser encontrado no Brasil no final de junho. Armazenada em 89 contêineres distribuídos nos portos de Santos (SP) e de Rio Grande e em uma estação de alfândega de Caxias do Sul (RS), a mercadoria foi importada como plástico para reciclagem. Seis empresas que importaram o lixo, o carregador, o consolidador e os compradores da carga arcarão com multa de R$ 2,5 milhões, além de responder por crime ambiental.

O episódio quase azedou as relações entre Brasil e Reino Unido a quatro meses da visita do primeiroministro britânico Gordon Brown, que no dia 26 de março disse em São Paulo que seu país apoiava a candidatura brasileira a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Brown saiu-se com uma observação que agora, com o episódio do lixo, ficou parecendo um deboche: “Não há conversa completa sobre o meio ambiente e o futuro da nossa sociedade sem o Brasil”. Não foi a primeira vez que outros países exportaram lixo para o Brasil. Em 1992, trabalhadores portuários foram contaminados com lixo químico e, em 2004, o Brasil recebeu lixo industrial da Bélgica, contendo materiais como chumbo e outros metais.

Farra com dinheiro do Fundeb

O governo do DF assinou jornais e revistas, sem licitação e com dinheiro do Fundeb. O escândalo envolvendo o governador José Roberto Arruda (que, em 2001, renunciou ao mandato de senador para não ser cassado, por conta da violação do painel do Senado) foi denunciado pela revista Carta Capital a partir da publicação de nota no site do Sinpro/DF. Os contratos foram firmados com o Correio Braziliense (R$ 2,9 milhões) e as editoras Globo (R$ 4,9 milhões) e Abril, que edita a Veja (R$ 442,4 mil) para distribuição de jornais e revistas aos alunos da rede pública a um custo total superior a R$ 8 milhões. Duas semanas antes da denúncia, a Veja publicou uma entrevista com Arruda nas páginas amarelas intitulada “Ele deu a volta por cima”.

Profissionais da Educação

O Senado aprovou projeto de lei que define as categorias de trabalhadores da Educação Básica: aqueles que efetivamente atuam nesta área, com formação em cursos de nível médio ou superior para a docência na Educação Infantil ou nos Ensinos Fundamental e Médio. Também os cursos de Pedagogia nos níveis de graduação, mestrado ou doutorado e trabalhadores da Educação com diplomas de curso técnico ou superior em áreas pedagógicas se enquadram na legislação. Para vigorar, a medida depende de sanção presidencial.

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