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Nº 140 | Ano 14 | Dez 2009
ESPECIAL
ESPECIAL ULBRA

Netos de Ruben Becker não podem se desfazer de carros nem gastar dinheiro da conta corrente
Por Naira Hofmeister

Considerados dependentes na Declaração de Imposto de Renda do ex-vice-Reitor da Ulbra Leandro Becker, os netos de Ruben Becker tiveram seus bens bloqueados pela Justiça Federal de Canoas. O juiz Guilherme Pinho Machado entendeu que os carros dos dois filhos de Leandro, um Hyundai I30 e um Fox não poderiam ter sido comprados com dinheiro próprio. Uma neta de Ruben Becker também teve R$ 200 mil de sua conta bancária indisponibilizados pelo juiz.

Dessa forma, as ações da Justiça Federal atingem até a terceira geração de familiares do ex-Reitor. Se os bens serão utilizados para o pagamento da dívida com a União – que já beira os R$ 3 bilhões – isso ainda não está definido. Os garotos afirmam que suas posses eram fruto de poupanças feitas ao longo da vida. A decisão caberá ao juiz Daniel Luersen, que substitui Pinho Machado durante suas férias.

Investigados pela PF também devem responder na Vara Cível
Antes de sair de férias, o Dr. Guilherme Pinho Machado determinou o bloqueio do patrimônio dos 13 investigados pela Polícia Federal. A medida tem caráter cautelar, já que a Vara Cível de Canoas estuda determinar o redirecionamento da dívida também a essas pessoas. A decisão está nas mãos do juiz substituto, Daniel Luersen. A determinação pretende evitar a ocultação de bens.

Poucos dias antes do redirecionamento do executivo fiscal para Ruben Becker, o ex-Reitor vendeu um motor-home que integraria lista de veículos de sua posse a serem leiloados, divulgada pouco tempo depois. O comprador é um dos investigados pela Polícia Federal: Juliano Rubens Ribeiro dos Santos, proprietário da MaxiTravel Agência de Viagens, que possuía uma loja dentro do Campus Canoas da Ulbra.

Apesar da precaução da Justiça Federal, o levantamento de patrimônio dos investigados pela PF se revelou bastante singelo. Foram encontrados dez carros e apenas R$ 15 mil reais, que agora estão bloqueados por ordem judicial.

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