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Nº 141 | Ano 15 | Mar 2010
PALAVRA DE PROFESSOR

O ano começa e com ele novas expectativas de maiores realizações pessoais. O trabalho pedagógico também deve renovar-se e alcançar novos resultados. O instrumento que norteia todo o processo educativo é o Planejamento Escolar. Entretanto, os bimestres passam e a mudança nos alunos em termos de caráter, amadurecimento, relacionamentos é muito pouca. A indisciplina é a mesma, falta motivação, interesse e comprometimento.

Mas o que acontece realmente que faz com que, no final do ano, o sentimento de expectativa inicial tenha se transformado em frustração é a constatação de que o planejamento não “funcionou”. A grande questão que faz com que boa parte dos planejamentos falhem é que eles são muito centralizados em conteúdos, estratégias de ensino, livro didático, avaliações, e por esta razão abrangem apenas 50% do processo de educar, pois ignoram outras questões que precisam ser trazidas em pauta e que extrapolam a sala de aula.

É preciso um novo modelo de planejamento pedagógico, que priorize o desenvolvimento da pessoa, e não apenas do aluno. Desenvolver uma pessoa vai muito além dos livros didáticos, das provas, avaliações e lições de casa. Aqui está o esboço de um Plano de Ação com ideias a serem consi deradas no seu próximo planejamento:

Resultados do ano anterior: analise os resultados do que deu certo e errado no ano anterior (levantamento de números e causas);
Qualidade do aprendizado: crie um sistema de avaliação que priorize a qualidade do aprendizado e não apenas a quantidade de conteúdo memorizado;
Fazer diferente: levante novas estratégias pedagógicas, adequadas aos modelos de aprendizagem dos seus alunos;
Gerenciamento da sala de aula: crie procedimentos para o gerenciamento e gestão de sala de aula;
Resolução de conflitos: crie um sistema de resolução de conflitos;
Relacionamento com a família: crie estratégias para se relacionar melhor com as famílias dos alunos;
Participação da família: planeje mais atividades para a participação da família no ambiente escolar e fora dele;
Habilidades e necessidades: levante pontos fortes e fracos dos alunos, trace objetivos, crie intervenções e monitore semanalmente;
Portfólio individual: levante os modelos de aprendizagem dos seus alunos e trabalhe as inteligências;
Portfólio do professor: levante os seus pontos fortes e fracos e trace um plano para sua mudança pessoal com metas, estratégias e tarefas a realizar.

Estas ideias compõem a parte dinâmica e viva do Planejamento Escolar, o verdadeiro Plano de Ação que conduzirá os alunos a um novo patamar de aprendizado não apenas pedagógico, mas de vida, autoestima, relacionamento, valores e de novas e maiores possibilidades.

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