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Nº 148 | Ano 15 | Out 2010
ENSINO PRIVADO
SALÁRIOS

A economia gaúcha teve um bom desempenho nos dois últimos anos. Estudo do Diesse revela que 2009 e 2010 integram um período de superação, de saída de crise e de retomada de crescimento, diferente do que ocorreu em anos anteriores. “O Brasil já viveu momentos de aquecimento anteriormente, mas este se diferencia por estar se consolidando via crescimento da renda, justamente a variável econômica que mais interessa para o setor privado de ensino. Isso se deve, prioritariamente, à participação do setor industrial. No primeiro trimestre, a produção cresceu 18,1% sobre o mesmo período do ano passado, a maior expansão trimestral desde o início da pesquisa, em 1991”, explica a economista Ecléia Conforto, da subseção do Dieese Fetee-Sul. Dados do IBGE revelam que o crescimento real da renda dos trabalhadores de agosto do ano passado até agosto deste ano obteve a marca de 5,5% (descontada a inflação). Este cenário, para a economista, é bastante positivo para que o magistério privado reivindique aumento real nestas negociações coletivas.

ESTADO – No Rio Grande do Sul, os números da economia estão acima da média nacional . Conforme a Fundação de Economia e Estatística (FEE), o setor agropecuário cresceu no primeiro semestre 7,30%, indústria (metalurgia, veículos, máquinas e calçados) 14,90% e serviços 9,70%. Segundo a economista do Dieese, a variável de crescimento de renda a partir desses fatores cria condições para aumentar a clientela e diminuir a inadimplência.

CLIENTELA – O segmento da população que vem aumentando sua renda é justamente o das classes C e D, que na reconfiguração do setor educacional passou a ser também o público da escola privada, uma vez que segundo levantamentos do IBGE, uma das prioridades das famílias tem sido justamente o investimento em educação. “As escolas tradicionais continuam atuando nas classes A e B, porém as redes de ensino criaram opções locais para absorver essa nova clientela”, conclui a economista.

97% das negociações obtiveram reajuste salarial igual ou acima da inflação

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Conforme análise do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), os reajustes salariais com índices acima da inflação tem sido tendência nos acordos coletivos realizados com maioria das categorias e seus respectivos sindicatos patronais. Aproximadamente 97% das 290 negociações salariais registradas no primeiro semestre de 2010, pelo Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) mantido pelo Dieese, conquistaram reajustes salariais iguais ou acima da inflação medida pelo INPC-IBGE, acumulada desde o último reajuste. Trata-se de um desempenho melhor que o obtido pelas mesmas 290 unidades de negociação nos anos de 2008 e 2009, quando o percentual de negociações com reajustes iguais ou superiores ao índice foi, respectivamente, 87% e 93%.
A melhora no resultado dos reajustes em 2010 frente ao observado nos dois anos anteriores é um indicativo do bom momento por que passa a negociação coletiva brasileira, em sintonia com a evolução dos indicadores econômicos do país.

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