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Nº 165 | Ano 17 | Jul 2012
ENSINO PRIVADO
URCAMP

Docentes, em Bagé, durante a mobilização do dia 21 de junho

Foto: Antônio Rocha

Docentes, em Bagé, durante a mobilização do dia 21 de junho

Foto: Antônio Rocha

O mês de junho, na Urcamp, foi marcado pelo movimento dos professores em protesto contra os atrasos salariais nos campi de Bagé e Caçapava do Sul, com paralisações de um dia nesses locais, onde a adesão foi praticamente unânime.
Antecedendo as paralisações, o Sindicato entrou com ação na Justiça do Trabalho de Bagé contra a Urcamp e prefeituras da região da Campanha, pleiteando a regularização dos salários atrasados e dos repasses dos 11 municípios devedores da Universidade pelos convênios do Programa de Ensino Superior Comunitário (Proesc). Conforme dados da própria Urcamp, a dívida ultrapassa R$ 2 milhões.

“É lamentável que municipalidades amplamente beneficiadas por políticas do governo federal, com recursos já recebidos, não tenham honrado seus compromissos com a Universidade, que por sua vez disponibilizou as vagas para estudantes por meio de bolsas que serviram de contrapartida social a essas prefeituras”, avalia Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS. Outra preocupação é que a Urcamp, devido à sua fragilidade institucional, não consiga se habilitar junto ao Ministério da Fazenda aos benefícios da MP 559/12, recém-aprovada pelo Congresso e que torna possível às IES comunitárias a conversão de dívidas tributárias com a União em bolsas de estudo nos mesmos moldes do ProUni(leia Mais <<).

BAGÉ – Depois de quatro meses de salários atrasados, em assembleia geral ocorrida no dia 20 de junho, os docentes deliberaram por unanimidade pela paralisação das atividades, o que ocorreu no dia 21, com 95% de adesão. Em assembleia que definiu os rumos do movimento, no final do mesmo dia, foi aprovado um texto de resoluções entregue à Reitoria. Nova assembleia está marcada dia 8 de agosto. Também foi aprovada a solicitação de audiências com prefeituras devedoras da Urcamp e a reivindicação de calendário unificado em todos os campi para o pagamento dos salários mensais.

CAÇAPAVA DO SUL – Os professores, com 4,3 salários em atraso, paralisaram no dia 27, com 100% de adesão. No mesmo dia foi realizada reunião com a Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul sobre os débitos com a Urcamp, também decorrentes do não repasse das verbas do Proesc. Os docentes reivindicam ainda a unificação do calendário para o pagamento de salários

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