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Nº 168 | Ano 17 | Out 2012
ENSINO PRIVADO
RODA DE CONVERSA

O professor deve reencontrar autoridade

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O psicanalista, doutor em Educação e professor da pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcelo Ricardo Pereira, assegura: a autoridade do professor não acabou, ela precisa ser reencontrada na contemporaneidade. Marcelo participou, no dia 13 de setembro, da oitava Roda de Conversas, programa do Núcleo de Apoio ao Professor Contra a Violência (NAP), do Sinpro/RS, com o apoio da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A diretora do Sinpro/RS, Cecília Farias, no entanto, destaca que a autoridade do professor precisa ser construída. “Não pode ser obstacularizada pelas direções de escolas”.

Para ter o controle em sala de aula, Pereira diz que o professor deve aprender a dialogar com as novas formas de autoridade, que foram reinventadas na sociedade. “Quando o aluno percebe que o professor consegue trazer um elemento clássico, dentro do contexto contemporâneo, ele confirma a autoridade do professor”, afirma. A saída, segundo ele, não é desprezo total ao método tradicional de ensino, mas a reinvenção das condutas atuais. Marcelo é autor do livro A impostura do Mestre (Ed. Fino Traço, 2008).

PROCESSO COLETIVO – O fim da desautorização está no professor, mas ele não é o único personagem na busca pelo resgate da autoridade docente. “A escola, os gestores da instituição de ensino e as entidades de classe são partes fundamentais nesta luta”.

O programa Conversa de Professor consiste em encontros mensais de professores com uma equipe multidisciplinar integrada e profissionais da Appoa, para tratar sobre as situações de violência contra os professores nas escolas da rede privada. O projeto integra uma série de atividades que visam dar atendimento aos professores vítimas de violência no ensino privado gaúcho, além de promover ações de prevenção e de valorização do docente. “O NAP está a serviço do professor na promoção de atividades que reforcem o seu protagonismo no processo de aprendizagem”, expõe Cecília.

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