Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 172 | Ano 18 | Abr 2013
EXTRAPAUTA
AMBIENTE

A Celulose Riograndense ingressou no dia 26 de fevereiro com pedido de renovação da Licença de Instalação 687/2008-DL que autoriza um aumento da capacidade da sua linha atual de 460 mil para 500 mil toneladas ao ano de celulose e a construção de uma segunda linha, chamada Guaíba II, capaz de produzir 1,3 milhão de toneladas de celulose branqueada ao ano.

A Fepam, através de sua Assessoria de Imprensa, afirma que “não existe reaproveitamento de Licença”, questionando enfoque da matéria especial publicada pelo jornal Extra Classe na edição passada que mostra que haverá aumento do impacto ambiental no lago Guaíba com a retomada do projeto de quadruplicação da fábrica de celulose da chilena Compañia Manufacturera de Papeles e Cartones.

“Quando a empresa foi adquirida pela CMPC, a mesma (a LI 687/2008) se encontrava em vigor passando a responsabilidade por esta ao novo controlador. A CMPC adquiriu o controle acionário de todas as unidades da anterior Aracruz e, no momento em que informou este fato à Fepam, solicitou a alteração de responsabilidade ambiental para todas as atividades anteriormente licenciadas em nome da Aracruz”, relata a Fepam.

Em relação ao mercúrio, a Fepam garante que será mantido o padrão mais restritivo de 0,008 mg/l (Resolução Consema 128), e não o padrão de 0,009 mg/l que consta na licença de 2008. “Este padrão (mais restritivo) é atualmente estabelecido para qualquer empreendimento que venha a se implantar no estado do Rio Grande do Sul, não existindo a possibilidade de um retorno ao padrão antigo”, informa a Fepam. (Roberto Villar Belmonte)

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