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Nº 174 | Ano 18 | Jun 2013
EXTRAPAUTA
INFÂNCIA

O Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, relembrou um dos maiores desafios da adoção no Brasil: a idade. Quanto mais jovem, mais fácil de ser adotado, o que torna o trabalho dos agentes da adoção uma verdadeira luta contra o tempo.

Pesquisa feita pelo Departamento de Pesquisa Judiciária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirma que a escolha da faixa etária, na hora de definir o perfil pretendido pelo candidato a adotante, é mais importante do que variáveis como doenças e cor da pele. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), do mês de maio, registram 29.440 pretendentes à adoção no Brasil. Desse total, 21.998 declararam aceitar crianças entre 0 e 5 anos, o que corresponde a 75%. No Rio Grande do Sul, conforme o CNA, há 767 crianças/adolescentes aptos à adoção. Quando se avalia a faixa etária, os dados confirmam que, quanto mais idade, mais difícil de conseguir uma família. Do total, apenas 25 crianças têm entre 0 e 5 anos. Outras 195 possuem entre 6 e 11 anos, enquanto que a grande maioria, 512 delas, têm idades entre 12 e 17 anos. Quando analisadas por raça, a maioria são brancas (378), pardas (228) ou pretas (157). O Poder Judiciário é peça fundamental nesse processo, seja buscando soluções para acelerar o número de adoções, seja preparando os candidatos a adotantes para receber os filhos. O Juiz de Direito Marcelo Mairon Rodrigues, do 2° Juizado da Infância e Juventude da Capital, explica que o tempo para concretizar uma adoção é variável, tendo ligação direta com o perfil da criança pretendida. Especialmente, com a faixa etária. Afinal, enquanto a imensa maioria dos pretendentes busca crianças de até 5 anos de idade, nesta faixa etária o percentual de crianças aptas a serem adotadas é muito pequeno.

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