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Nº 177 | Ano 18 | Set 2013
ECARTA
MÚSICA

O projeto Ecarta Musical, que fez aniversário em agosto, já realizou mais de 230 apresentações para cerca de 13 mil pessoas na capital e no interior do estado

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A Fundação Ecarta reinicia, neste semestre, a realização de shows do projeto Ecarta Musical no interior do estado. Em agosto, Rio Grande recebeu Barlavento – quarteto de saxofones. Em Santa Cruz, o projeto levará três shows: Loma e Catuípe, no dia 8 de setembro; Nicola Spolidoro Quarteto, no dia 26 de outubro; e Milonga Blues, no dia 31 de novembro. Neste ano, o projeto conta com o apoio da Escola de Belas Artes Heitor de Lemos de Rio Grande e do Sinpro/RS; e a realização conta com a parceria do Sesc e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Santa Cruz do Sul.

Um dos únicos projetos que atualmente mantém a circulação de shows no estado, o Ecarta Musical completou, em agosto, oito anos de atividades ininterruptas. Foram mais de 230 shows em Porto Alegre e no interior, com entrada franca, para um público superior a 13 mil pessoas.

O Ecarta Musical é um dos principais projetos da Fundação. Foi constituído para garantir espaço, visibilidade e formação de público para a produção musical gaúcha em suas diversas correntes: do jazz ao erudito, da vanguarda ao experimental. Já passaram pelo palco do Ecarta Musical, expressões como Daniel Wolff, James Liberato, Ale Ravanello, Marcelo Caminha, Simone Rasslan, Plauto Cruz, Raul Ellwanger, The Darma Lovers, Carina Levitan, Andrea Cavalheiro, Adriana Marques, Zilah Machado, Pedro Huff, Gnattali Ensemble, Geraldo Flach, entre outros.

PARCERIAS – O Ecarta Musical no interior é viabilizado com a parceria de prefeituras e instituições locais. Ao longo destes anos, o projeto circulou pelas cidades de Cruz Alta, Santa Rosa, Frederico Westphalen, Santa Cruz, Bento Gonçalves, Lajeado, Cachoeirinha, Bagé, Rio Grande, Capão da Canoa. “Neste ano, conseguimos fechar poucas parcerias porque os novos gestores assumiram em janeiro as prefeituras”, explica Elenice Zaltron, coordenadora do Ecarta Musical.

A expectativa para 2014 é de levar o projeto a pelo menos cinco cidades. Já estão firmadas parcerias com o Sesc e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Santa Cruz do Sul para cinco shows; e com a Secretaria Municipal de Cultura de Novo Hamburgo, também para cinco shows. Em negociação, Pelotas e Canoas.

PROJETO POLOS – No ano passado, a Fundação Ecarta concentrou o projeto em três cidades (Lajeado, Bento Gonçalves e Novo Hamburgo) no projeto Polos, com objetivo de garantir frequência de apresentações. Foram realizados 21 shows com a A Trinca, Quinteto Persch, Confraria do Sax, Killy Freitas, Alejandro Massiotti, Bourbon Blues, Nico Bueno e Loni Seiva, Ayres Potthoff e Michel Dorfman.

Fundação busca recursos via edital e parcerias 

Segundo a coordenadora do Ecarta Musical, Elenice Zaltron, a proposta da Fundação Ecarta é de ampliar cada vez mais a circulação do projeto no interior. Para viabilizar isso, além das parcerias locais, tem inscrito projetos em editais e leis de incentivo à cultura. “Aprovamos neste ano junto a Lei Rouanet o projeto Cinco acordeons em concerto, que prevê a realização de concertos do Quinteto Persch de música erudita em 20 cidades, além de dez oficinas voltadas para professores e estudantes de acordeon”.

O projeto, que está em fase de captação, tem como objetivos construir espaço de formação musical, constituir público para a música erudita de compositores diversos. O projeto pode ser incentivado por empresa e pessoa física, que poderão ter o total ou parte do valor desembolsado deduzido do imposto de renda devido, dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária. Para empresas, até 4% do imposto devido; para pessoas físicas, até 6% do imposto devido. Interessados devem entrar em contato com a Fundação Ecarta – fone 51. 4009-2971.

EDITAL

Em Porto Alegre, o Ecarta Musical acontece quinzenalmente na sede da Fundação (Avenida João Pessoa, 943). São 22 shows anuais, sendo 16 escolhidos por edital. “Realizamos duas chamadas por edital por ano de forma a democratizar o acesso dos músicos ao projeto. As propostas inscritas são avaliadas por uma comissão especialmente concebida para cada edição”, explica Elenice. Para este semestre foram selecionados: Grupo Panapaná, Sandro Souza e Douglas Gutjahr, Rodrigo Nassif Quarteto, Daniel Stringini, Eduardo Guedes e Myla Hardie Band, Roger Lisboa Mothey.

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