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Nº 178 | Ano 18 | Out 2013
ECARTA

Projeto permanente da Fundação Ecarta criado para provocar amplo debate em sala de aula sobre a doação de órgãos e tecidos completa um ano de atividades
300 alunos e professores da Unisc receberam o projeto

Glaci Borges

300 alunos e professores da Unisc receberam o projeto

Glaci Borges

Há um ano, a Fundação Ecarta se desafiou a sensibilizar os professores a abordar, em sala de aula, a doação de órgãos e tecidos. A ideia surgiu em função do déficit de doadores de órgãos e tecidos no país e do entendimento da necessidade do desenvolvimento de uma consciência social doadora. “Estamos muito aquém da realidade de países referenciais nesta área, como Portugal e Espanha. O assunto, na maioria das vezes, é tratado com base em campanhas esporádicas, que são importantes, mas insuficientes para o desenvolvimento de uma atitude pró-doação efetiva”, observa Marcos Fuhr, presidente da Fundação Ecarta. Por isso, explica, a decisão de instituir um projeto permanente, voltado ao convencimento dos professores e dos especialistas em Educação para a abordagem do assunto nas atividades pedagógicas. Lançado em setembro de 2012, mês em que se comemora o Dia Mundial de Doação de Órgãos, o Cultura Doadora completou um ano.

O projeto reúne no site (www.fundacaoecarta. org.br/doadora) as principais informações sobre a doação de órgãos e tecidos, desvenda mitos e lendas, disponibiliza vídeos e subsídios pedagógicos da educação infantil ao ensino médio e propõe a criação de uma rede de pessoas se declarando doadoras. Em menos de um ano, o espaço registrou mais de 17 mil acessos às informações e 1.197 downloads dos subsídios pedagógicos. “O primeiro e imprescindível passo é informar a decisão de ser um doador”, destaca Fuhr.

A Ecarta também promoveu vários encontros e debates com estudantes e professores. No Colégio Militar de Porto Alegre, o médico Valter Garcia, diretor da Unidade de Transplante de Rim e Pâncreas da Santa Casa de Porto Alegre, abordou o tema com cerca de 130 professores do ensino fundamental e médio. Na Universidade de Santa Cruz do Sul, o médico José Camargo, pioneiro e um dos principais nomes em transplantes da América Latina, falou com mais de 300 estudantes e professores do curso de Pedagogia. “Mesmo sendo um tema difícil, que mexe com a finitude, vida e morte, a receptividade ao projeto foi muito boa”, afirma Glaci Borges, produtora do Cultura Doadora. Em setembro, a Ecarta firmou parceria com a Fundação Cultural Piratini para a veiculação da campanha na TVE e na Rádio Cultura FM.

TEATRO – A Fundação Ecarta pretende desenvolver várias frentes em 2014. Dentre elas, a montagem de um espetáculo teatral cujo norteador é a doação de sangue e de órgãos. O projeto, que já está em processo de captação, prevê a circulação do espetáculo em cinco cidades (Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo e Caxias do Sul), num primeiro momento, e a realização de oficina de teatro espontâneo para os professores de cada região para a preparação da abordagem do tema da doação.

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