Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 180 | Ano 18 | Dez 2013
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÃO SALARIAL

Assembleia Geral regionalizada define pauta de reivindicações 2014 para a negociação coletiva entre Sinpro/RS e Sinepe/RS

Ao todo, serão 26 encontros em 23 cidades (Alegrete, Bagé, Bento Gonçalves, Santana do Livramento, Erechim, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Cruz Alta, Santo Ângelo, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Uruguaiana, Vacaria, Farroupilha, Frederico Westphalen, Osório e Porto Alegre/Região Metropolitana), entre os dias 20 de novembro a 7 de dezembro. “A realização de todos esses encontros tem como objetivo permitir que o maior número de docentes possa contribuir na construção das reivindicações do próximo ano”, destaca Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS.

Uma pauta preliminar foi entregue ao sindicato patronal no dia 5 de novembro, destacando o aumento real de salário, a isonomia no valor da hora-aula para os professores da educação básica, a limitação do número de alunos por turma, medidas de proteção à saúde dos professores e a regulamentação do trabalho extraclasse. “Já é o quarto ano que antecipamos a apresentação das principais reivindicações, pois é neste período que as instituições de ensino fazem seu planejamento e definem seus investimentos”, afirma Cecília. A data-base da categoria é 1º de março.

REAJUSTE DAS MENSALIDADES – A previsão de reajuste médio é de 8,5% para 2014, aumento acima da inflação do ano, o que tem sido rotina no ensino privado. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), as anuidades subiram 41,35% desde 2009 em Porto Alegre e o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que afere a inflação na capital, ficou em 29,72% no mesmo período. Este descompasso é outro ponto que tem sido denunciado durante a negociação salarial. “Apesar do pequeno aumento real dos últimos dois anos, o aumento dos salários não acompanha o reajuste das mensalidades”, ressalta Cássio Bessa, diretor do Sinpro/RS.

ULBRA – Em assembleia realizada no dia 28 de novembro, os professores da Ulbra Canoas avaliaram o ano de 2013 como o pior momento vivido pela instituição desde o auge da crise de 2009. Os docentes afirmaram que não irão tolerar a repetição dessa experiência e aprovaram o lema “2013 nunca mais”, em função dos repetidos atrasos que fizeram com que os pagamentos ocorressem em até oito vezes. Também ratificaram a luta pela integralização do reajuste salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho 2013, a busca do pagamento de todos os valores retroativos, das multas previstas no Acordo Coletivo assinado pela Universidade em dezembro de 2012, bem como as decorrentes do descumprimento deste.

SOs professores aprovaram ainda a não realização de novos acordos de flexibilização de pagamento de salários sem que sejam honrados os compromissos do Acordo anterior. No início do ano letivo de 2014, será realizada assembleia geral com indicativo de paralisação das atividades caso não tenham sido regularizados os salários. A direção do Sinpro/RS decidiu realizar mais assembleias, por campus, até o final do atual período letivo. No dia da Assembleia, foi integralizado o salário de outubro com o pagamento dos 15% restantes. Desde o final de setembro, os salários vêm sendo pagos com base no bloqueio judicial dos valores nas contas da Ulbra, garantindo-se, desta forma, a prioridade das receitas da instituição para este fim.

Marcado .Adicionar aos favoritos o permalink.
© Copyright 2014, Jornal Extra Classe - Todos os direitos reservados.

Os comentários estão encerrados.


CONTEÚDOS RELACIONADOS