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Nº 181 | Ano 19 | Mar 2014
EXTRAPAUTA
CULTURA

Memória: Giba Giba e Nico Nicolaiewsky, em encontro promovido por Marcelo Delacroix, em dezembro

Foto: Álvaro Rosa Costa/divulgação

Memória: Giba Giba e Nico Nicolaiewsky, em encontro promovido por Marcelo Delacroix, em dezembro

Foto: Álvaro Rosa Costa/divulgação

Dois nomes referenciais da música instrumental, Giba Giba e Nico Nicolaiewsky, saíram de cena em Porto Alegre no mês de fevereiro. O cantor, compositor e percussionista Gilberto Amaro do Nascimento faleceu no dia 3 no Hospital de Clínicas, onde estava internado desde 20 de janeiro, quando se submetera a uma cirurgia para a retirada de um tumor no duodeno. Natural de Pelotas, Giba Giba projetou nacionalmente o tambor sopapo, instrumento ícone da identidade musical do estado. Difusor da cultura negra, foi um dos fundadores e primeiro presidente da escola de samba Praiana, na década de 1960; criou e participou de festivais de música, foi conselheiro estadual de Cultura; concebeu e participou de espetáculos como A ópera dos tambores e Missa da terra sem males; criou o projeto Cabobu, de resgate da memória cultural sul-riograndense. Em 1994, recebeu o Açorianos de Melhor CD por Outro Um.

Adeus, Maestro
O ator, músico e compositor Nico Nicolaiewsky morreu no dia 7, aos 56 anos, de leucemia aguda, no Moinhos de Vento, onde estava em tratamento desde 23 de janeiro. Nico construiu sólida carreira, que antecede os 30 anos de sucesso do espetáculo musical Tangos e Tragédias, ao lado de Hique Gomez. Na década de 1970, participou do musical Saracura, que mesclava o cancioneiro regional gaúcho à MPB, ao legado tropicalista e ao rock. Em 2002, integrou  o elenco da ópera cômica As sete caras da verdade.

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