Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 191 | Ano 20 | Mar 2015
ENSINO PRIVADO
NOTAS

Projeto garante treinos semanais nas duas modalidades

Arte: D3

Projeto garante treinos semanais nas duas modalidades

Arte: D3

O Núcleo do Estudo e Preservação da Saúde do Professor (Nesp), do Sinpro/RS, lança no dia 22 de março, em Porto Alegre, o Move – Programa de caminhada e corrida de rua, direcionado aos professores associados ao Sindicato e seus dependentes. Com foco em saúde e qualidade de vida, o Move abre oportunidade para os docentes inserirem exercícios físicos ao ar livre em sua rotina, com o apoio de uma equipe de profissionais de Educação Física. “O Move é um projeto-piloto que estamos iniciando na capital, alinhado às políticas do Sindicato de buscar maior qualidade de vida para os professores”, afirma Sani Cardon, diretor do Sinpro/RS. “Caminhar ou correr são atividades que quase todas as pessoas podem fazer, desde que bem orientadas, e são muito eficientes para a saúde e o bem-estar geral”.

Parcialmente subsidiado pelo Sinpro/RS, o programa tem uma mensalidade de R$ 38,00 reais para os associados e de R$ 48,00 para os dependentes dos professores sócios. Os cem primeiros inscritos terão isenção da mensalidade durante os três primeiros meses (abril, maio e junho). Os participantes também poderão adquirir camiseta e boné com a marca do programa.

O programa tem a parceria da empresa Pace Consultoria Esportiva, que disponibilizará os profissionais de saúde para avaliação, acompanhamento e treinos em locais públicos de Porto Alegre: segundas e quartas, das 18h30 às 20h, na Pista de Atletismo Ramiro Souto, do Parque da Redenção; e nos sábados, das 8h30 às 10h30, no Gasômetro, na Rótula das cuias.

INSCRIÇÕES A inscrição é pessoal. O Sinpro/RS está enviando por e-mail a ficha de inscrição para os associados. Caso o professor sócio não receba, pode fazer sua pré-inscrição pelo site do Sindicato (www.sinprors.org.br/move). Dependente dos professores deverão fazer a inscrição diretamente na Pace Consultoria Esportiva (fone 51. 3029.9384). As vagas são limitadas. Após a efetivação da inscrição, o participante receberá as informações necessárias para comparecer no seu primeiro dia de treinamento.

LANÇAMENTO Ocorrerá durante a 12ª Corrida de Aniversário de Porto Alegre (junto ao Anfiteatro Pôr do Sol). Os participantes do Move, demais professores e convidados serão recebidos em toldo exclusivo, que contará com suporte e assessoria dos profissionais da Pace. O Sinpro/RS subsidiará 20 inscrições na 12ª Corrida de Aniversário de Porto Alegre para os professores associados, devidamente inscritos no Move e que manifestarem até o dia 13 de março o seu interesse (e-mail move@sinprors.org.br) em participar das modalidades (caminhada e corrida) desse evento esportivo. Os demais devem fazer a inscrição diretamente na página do evento (www.esportif.com.br/evento/poa15).

POSSE
Sinpro/RS no Conselho Municipal de Educação
A diretora do Sinpro/RS, Glória Pires Bittencourt, assumiu a presidência do Conselho Municipal de Educação (CME) para o biênio 2015-2016, no mês de janeiro. Permaneceram em seus cargos a vice-presidente, Andréia César Delgado, e o secretário-geral, Glauco Marcelo Aguilar. “Vamos lutar pela qualificação dos profissionais e pela agilidade dos fluxos dos processos, para obter um resultado positivo”, afirmou.

REFORMA PREVIDENCIÁRIA
Pensão e a hedionda igualização dos desiguais
Por Daisson Portonova* 

Repulsiva a questão apresentada pelo governo federal em relação a minirreforma previdenciária. Não por temas que já vinham sendo atacados na gestão do Ministério do Trabalho ou da Previdência (o seguro-desemprego). Por óbvio, e também hedionda conduta fraudadora, na qual quem perde é o trabalhador em geral, ilibado, frente aos poucos que se apropriam dos bens públicos. Ações corretivas, fiscalizatórias e atentas às fraudes poderiam evitar o debate equivocado em relação ao seguro-desemprego. Tanto os sindicados como centrais sindicais já apontam as equivocadas premissas utilizadas nesta minirreforma. Mas há um silencioso e temerário desconhecimento quando dirigida ao tema pensão por morte e a carência mínima de 24 meses para fazer jus ao benefício. Como ficam a proteção das crianças e adolescentes, filhos de mãe/pai solteiros falecidos no primeiro emprego e cujo lastro laboral-contributivo não tenha atingido os 24 meses de carência? Ficam à margem da sociedade. Esqueceram os nossos legisladores de consultar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a qual deixa clara a assertiva, o maior volume de mães solteiras estão situadas nas zonas mais carentes.

As crianças e os adolescentes possuem programas de resguardo social, não só no papel ou normas proibitivas (como na nossa Constituição que veda o trabalho infantil anterior a 16 anos de idade), mas de efetiva proteção como acesso à educação, cultura, moradia, entre tantos outros. Outro aspecto, sordidamente maltratado na reforma, são os interdependentes de baixa renda, eis que é notória a dificuldade formal de trabalho ou mesmo longo tempo de duração dessas atividades, quando formalizadas.

O governo deveria excluir da carência mínima de 24 meses para acesso à pensão de, no mínimo, estes dois segmentos, até então protegidos: as crianças e adolescentes até sua maioridade previdenciária e os trabalhadores e seus dependentes de baixa renda, assim entendidos pela própria Constituição Federal. Seria preservar os fundamentos da Carta Cidadã no que tange à dignidade da pessoa humana e seus objetivos, dentre eles erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

*Advogado da Apaepers, Portanova & Advogados Associados.

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