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Nº 197 | Ano 20 | Set 2015
EXTRAPAUTA
MOBILIZAÇÃO

Os servidores públicos estaduais deflagraram greve unificada de quatro dias no final de agosto em repúdio ao atraso e parcelamento de salários e pela retirada do pacote de austeridade enviado pelo governo do estado ao Legislativo, que congela vencimentos e retira direitos do funcionalismo. A paralisação atingiu os serviços de educação, segurança e saúde.

Salários parcelados

Foto: Leonardo Savaris

Assembleia unificada dos servidores, no dia 18 de agosto, decidiu por paralisações

Foto: Leonardo Savaris

Essa foi a segunda vez que o governo parcelou os vencimentos dos servidores. No final de julho, Assembleia unificada do funcionalismo decidiu pela paralisação de três dias depois que o governo anunciou o parcelamento dos vencimentos, que acabou integralizado antes mesmo da greve, que foi mantida. Na manhã do dia 31 de agosto, foram pagos somente R$ 600,00. De acordo com o calendário de vencimentos divulgado pelo governo, no dia 11 de setembro serão pagos os vencimentos de quem ganha até R$ 800; no dia 15, até R$ 1,4 mil e os demais até o dia 22.

Sonegação de impostos
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepe/RS), Claudio Augustin, a pauta de reivindicações vai além do pagamento em dia e de forma integral dos salários das categorias. “Nós não concordamos com o conjunto de projetos enviados pelo Sartori, nem com o aumento dos impostos. Se está faltando dinheiro é porque está indo para o bolso das grandes indústrias, da Souza Cruz, da GM, da RBS, da Rondon, e não para os serviços públicos. O estado deixa de arrecadar R$ 15 bilhões por ano com benefícios fiscais. Só de sonegação tem R$ 7 bilhões, por ano, não cobrados. Nós pagamos impostos e o governo não repassa aos setores do Estado, que, por sua vez, não têm uma política eficaz de combate a essa sonegação”. A receita amarga proposta pelo governador para enfrentar a crise, destaca o dirigente, promove o sucateamento do estado e não resolverá os problemas estruturais, além de agravar o que o governador definiu como um “câncer”.

 

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