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Nº 200 | Ano 20 | Dez 2015
EXTRAPAUTA

Em 2016, pela primeira vez em sua história, o Fórum Social Mundial (FSM) será realiza­do no Norte
Gilson Camargo
Foto: René Cabrales/Arquivo Extra Classe

Foto: René Cabrales/Arquivo Extra Classe

Última edição do FSM em Porto Alegre, em 2003: espaço de encontro de movimentos e articulação das lutas sociais

Foto: René Cabrales/Arquivo Extra Classe

Em 2016, pela primeira vez em sua história, o Fórum Social Mundial (FSM) será realiza­do no Norte. Depois de passar por Brasil, Venezuela, Mali, Paquistão, Quênia e Tu­nísia, a próxima edição do evento organizado por movimentos sociais como contraponto ao Fórum Econômico de Davos, terá como sede Montreal, no Canadá. Em julho, representantes da comissão organizadora canadense estiveram em Porto Alegre para convidar a prefeitura para o evento e articular o diálogo entre o Fórum Mundial, programado para agosto, e o Fórum Temático, que ocorre em janei­ro na capital gaúcha. Na programação do FST2016 em Porto Alegre, já estão confirmadas a marcha de abertura e um fórum de educação com a presença do cientista social português Boaventura de Sousa Santos, diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

TEMÁTICO – Espaço de encontro de mo­vimentos sociais e articulação das lutas populares, o FSM foi realizado em Porto Alegre de 2001 a 2003. A quarta edição foi em Mumbai, na Índia. Já o Fó­rum Social Temático (FST) foi mantido em Porto Alegre nos intervalos do Fórum Mundial. O FST 2016 terá como tema os 15 anos do Fórum Mundial.

Crise civilizatória
Em outubro, o Conselho Internacional do Fórum Social Mundial definiu os eixos dos deba­tes. Entre os temas internacionais que foram definidos pelos organizadores em encontro no final de outubro, na Bahia, são prioridades as crises econômicas, sociais e ambientais que, juntas, “por serem resultado do modelo de desenvolvimento econômico centrado na acumulação e concen­tração das riquezas, se configuram em crise civilizatória”. Foram enfatizados as crises migratórias e deslocamentos populacionais que atingem a Europa, América Latina e o caso brasileiro, os temas da falta de metas sobre o controle das emissões de gases que geram o aquecimento global, especialmente a participação dos movimentos sociais na 21ª Conferência do Clima (COP21, em dezembro, em Paris) e as preocupações com retrocessos democráticos em todo mundo.

Novos movimentos sociais
A necessidade de ampliar a participação de novos movimen­tos e organizações sociais no Conselho do FSM, com represen­tações regionais, temáticas e de lutas que representem a diversi­dade planetária também foi constatada pelos organizadores do FSM. Além do FST 2016, em Porto Alegre, serão realizados o VII Fórum Social das Migrações em São Paulo, e o Fórum Social dos Curdos, no Curdistão. As próximas reuniões do Conselho Inter­nacional estão agendadas para os dias 23 e 24 de janeiro de 2016, em Porto Alegre, e nos dias 14 e 15 de agosto, em Montreal.

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