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Nº 224 | Ano 23 | JUN 2018
INTERVALO

A minissérie Jogos de inventar estreia a partir do segundo semestre nas emissoras públicas de todo o país com a proposta de estimular a percepção, o afeto e a cognição desde a mais tenra idade
Gilson Camargo

Foto: Bruno Gomes

Foto: Bruno Gomes

A minissérie Jogos de inventar estreia a partir do segundo semestre nas emissoras públicas de todo o país com a proposta de estimular a percepção, o afeto e a cognição desde a mais tenra idade. Criação da professora e artista gaúcha Viviane Juguero, do Coletivo de arte Bando de Brincantes, a animação audiovisual para a primeira infância tem produção da Bactéria Filmes e conta com financiamento do Fundo Setorial Audiovisual.
O trabalho foi concebido com base no espetáculo e livro/CD Jogos de inventar, cantar e dançar, também de sua autoria, ganhador dos prêmios Açoriano de Música de 2010 e Tibicuera de Teatro de 2012. Lançado em 2010 pela editora Libretos, o trabalho impresso, agora adaptado para a tevê, está na 3ª edição. Além de integrar quatro edições do projeto Eu Faço Cultura, o livro/CD é utilizado como material pedagógico em escolas públicas e privadas de educação infantil e ensino fundamental em todo o país e já está sendo utilizado por educadores na Alemanha.

A essência da publicação e do audiovisual é a “lógica lúdica do pensamento infantil”, um conceito desenvolvido pela autora em suas investigações acadêmicas e que deve estar presente na concepção de trabalhos artísticos para dialogar com o pensamento da criança, com o objetivo de instigar, divertir e propiciar um envolvimento perceptivo, afetivo e cognitivo. “Jogos de inventar é um convite para uma grande brincadeira constituída por diálogos imaginários, perceptivos e afetivos”, define Viviane.

Foto: Acervo Pessoal

Foto: Acervo Pessoal

Doutoranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com atuação no corpo docente do curso de Formação de Professores O Lúdico na Educação Ambiental, do Centro de Formação de Professores (ForProf), da Ufrgs, e na pós-graduação em Pedagogia da Arte do Centro Universitário de Osório (Unicnec), Viviane também idealizou o curso de produção cênica da Faculdade Monteiro Lobato (Fato), tendo coordenado a sua implantação.

INCLUSÃO – De acordo com a autora, a minissérie evita recortes socioeconômicos como forma de viabilizar uma identificação inclusiva e os personagens têm traços mestiços, enfatizando características afro-brasileiras e ameríndias, além da intencional utilização do “tu” característico dos porto-alegrenses, “sem estereótipos, mas sim, fluente e natural, como acontece no cotidiano da nossa cidade”. Para ela, as crianças representam distintos personagens, imitam animais, criam seres e vocalizam objetos, além de, eventualmente, cantarem melodias em conjunto ou em solo. A educação estética é primordial no desenvolvimento humano e está vinculada a todas as áreas do conhecimento, pois “a corporeidade, o toque e a musicalidade são bases fundamentais no desenvolvimento subjetivo e da sociabilidade, já que fundamentam emoções, valores e processos cognitivos que geram as ações que constituem as configurações socioculturais”, explica.

Mais sobre o projeto em www.bandodebrincantes.com.br.

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