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19/02/2018
MOVIMENTO

Antes do amanhecer desta segunda-feira, 19, manifestantes chegaram ao aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, para o Dia nacional de luta contra a reforma da Previdência
Por Cristina Ávila

Foto: Sinpro/RS

Manifestação no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, dá início ao dia de mobilização

Foto: Sinpro/RS

Às 5h da manhã, sindicalistas liderados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) distribuíram panfletos para os passageiros que chegavam e partiam, e especialmente marcaram presença no momento em que parlamentares e assessores se preparavam para embarcar para trabalhar durante a semana no Congresso Nacional, em Brasília. Às 7h, o protesto foi na rodoviária, de onde foi realizada uma caminhada até o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na área central da cidade.

“Neste dia 19, o Brasil todo se manifesta. Recebemos informações de que o interior do Rio Grande do Sul está em alerta, com manifestações em diversas cidades. Todas as capitais do país estão realizando protestos”, anunciou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. O movimento em todo o Brasil está acontecendo mesmo com o adiamento da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16, que altera o sistema de Previdência Social, que estava marcada para esta semana e foi suspensa devido ao anúncio da intervenção federal no Rio de Janeiro, que também prevê votação em plenário.

Foto: Sinpro/RS

Sindicalistas denunciam deputados e senadores que apoiam a reforma

Foto: Sinpro/RS

O dia será de mobilizações. “O Sinpro/RS está convocando os professores para o manifesto que acontecerá às 17h na Esquina Democrática”, disse o diretor Cássio Bessa. “As manifestações desta segunda-feira contribuem para que a população acompanhe os acontecimentos em Brasília, e saiba quem são os parlamentares que estão aliados a Michel Temer para acabar com o direito dos trabalhadores”. Um banner no carro de som indicava os nomes dos deputados que votaram pelas mudanças nas leis trabalhistas e já se declararam ou deram indícios de que vão acompanhar as propostas do Executivo que ameaçam especialmente a aposentadoria dos trabalhadores. Com Porto Alegre sensivelmente esvaziada nas áreas próximas à Borges de Medeiros, devido aos meses de férias, houve lentidão no trânsito de veículos na avenida Mauá e Túnel da Conceição, por causa da manifestação, entre as 8h e 9h.

Foto: Igor Sperotto

Ato em frente ao prédio da Previdência Social em Porto Alegre

Foto: Igor Sperotto

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkher, explicou que mesmo com a suspensão da votação da PEC 287/16 na Câmara dos Deputados, “a nossa programação não muda nada”. Ele disse que somente com a retirada da proposta da pauta do Legislativo é que haverá desmobilização, e citou a nota emitida pela CUT nacional, que ressalta que o decreto de Michel Temer “é um factoide irresponsável com o objetivo de tentar jogar uma cortina de fumaça sobre os inúmeros escândalos que envolvem esse governo”, além de enfatizar a intervenção como estratégia para evitar a frustação do Palácio do Planalto na captação dos votos (308) necessários para a votação, que teria recuos devido às pressões dos sindicatos.

No Rio Grande do Sul, a campanha contra a PEC 287/16 tem apoio da Federação dos Trabalhadores no Ensino Privado (que inclui o Sinpro/RS), Federação dos Trabalhadores na Alimentação, Federação dos Trabalhadores na Saúde, Federação Democrática dos Sapateiros, Federação dos Metalúrgicos, Sindicato dos Petroleiros, Cpers Sindicato, Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindiágua, Sindipolo, Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Sindicato dos Rodoviários de Canoas.

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