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02/05/2018
ENSINO PRIVADO

Completaram-se oito dias de paralisação pelo não pagamento dos salários de março, indefinições sobre os próximos vencimentos e pela insegurança dos professores quanto às perspectivas da instituição
Por César Fraga
Docentes também reivindicam autonomia de gestão no Centro Universitário

Foto: César Fraga / AssCom / Sinpro-RS

Docentes também reivindicam autonomia de gestão no Centro Universitário

Foto: César Fraga / AssCom / Sinpro-RS

Em assembleia geral realizada no final da tarde desta quarta-feira, 2 de maio, na sede estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS), os docentes do Centro Universitário Metodista – IPA, decidiram por unanimidade pela manutenção da greve iniciada no último dia 25 de abril. Completaram-se, portanto, oito dias de paralisação pelo não pagamento dos salários de março, indefinições sobre os próximos vencimentos e pela insegurança dos professores quanto às perspectivas da instituição para o próximo período.  “A falta de definições e iniciativas mais objetivas dos gestores motivaram certamente a decisão unânime da assembleia de manter a paralisação”, avalia Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

A próxima assembleia está marcada para a segunda-feira, 7 de maio, às 17h, para avaliar o futuro do movimento. No encontro desta tarde, os docentes reiteraram a preocupação com o estilo de gestão centralizado em São Paulo e reivindicam a retomada de autonomia acadêmica e administrativa do Centro Universitário. Representantes dos estudantes manifestaram apoio ao movimento dos docentes.

A assembleia definiu ainda uma pauta de reivindicações que será entregue ao superior da Igreja Metodista em reunião agendada para esta quinta-feira, 3 de maio.

MINISTÉRIO PÚBLICO – Em audiência realizada na manhã desta quarta-feira no Ministério Público do Trabalho (MPT) com presença do Sinpro/RS, os representantes da Rede Metodista informaram a existência de um bloqueio judicial das contas do IPA determinado pela Justiça Federal decorrente de débitos de FGTS. A ação fiscal movida pela União, segundo os gestores do IPA, seria um impeditivo para o pagamento dos salários pendentes. A Assessoria Jurídica do Sindicato interveio no processo na condição de terceiro interessado e obteve a liberação do bloqueio em nome da prioridade dos créditos salariais.

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