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10/11/2018
HISTÓRIA
POLÍTICA

Solenidade neste domingo, 11, contará com a participação de 75 chefes de Estado e lideranças de organizações internacionais. Único país latino-americano convidado, o Brasil, terá apenas um representante
Por Marcelo Menna Barreto

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Maior cerimônia da diplomacia internacional desse ano será realizada no Arco do Triunfo, em Paris

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Uma data importante para a Europa completa nesse domingo, 11, cem anos ignorado pelo governo Temer. Apesar do Brasil ser convidado de honra do presidente francês, Emmanuel Macron, para a solenidade que marca o centenário do fim da primeira Guerra Mundial, o Ministério das Relações Exteriores da França recebeu apenas a confirmação de que o embaixador brasileiro em Paris, Paulo César de Oliveira Campos, representará o país.

Mais do que uma gafe diplomática, fontes do Itamarati apontam desrespeito e despreparo do atual chanceler, Aloysio Nunes, senador pelo PSDB de São Paulo, que em seu discurso de posse em março de 2017 disse “Nosso relacionamento com a Europa está prestes, espero, a adquirir uma nova dimensão”.

Considerado a maior cerimônia da diplomacia internacional nesse ano, o centenário do fim da primeira Guerra Mundial contará com a presença de 75 chefes de Estado e lideranças de organizações internacionais do mundo inteiro, como o português António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas (ONU). Entre os chefes de Estado, nomes como Donald Trump, Estados Unidos, Vladimir Putin, Russia, Binyamin Netanyahu, Israel, Angela Merkel, Alemanha, e Tayyip Erdogan, Turquia.

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De personalidade reservada e fortemente comprometidos com o princípio da hierarquia, a boca pequena corre um sentimento de indignação entre funcionários de carreira do Itamarati, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Ouvido em caráter de sigilo, um diplomata desabafou ao dizer que muito mais do que uma gafe, a não presença pelo menos do chanceler brasileiro é um desrespeito não só ao governo francês, mas também ao próprio Brasil.

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O diplomata lembra que, apesar de não ter entrado em combate, o Brasil chegou a enviar tropas para lutar ao lado dos aliados depois de ter o vapor Paraná da marinha mercante brasileira afundado por um submarino alemão e por isso foi o único país latino-americano convidado para as importantes solenidades que ocorrem amanhã no Arco do Triunfo em Paris e, em seguida, na recepção que o presidente francês dará a seus convidados no Palácio de Versalhes.

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