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23/01/2019
POLÍTICA

Após denúncias do Coaf, as manifestações negativas superaram as positivas pela primeira vez desde a posse, segundo pesquisa da consultoria AP/Exata
Da Redação

Foto: Reprodução Facebook

Eleitores, antes apoiadores irrestritos do presidente, passam a cobrar explicações sobre casos que ligam a família Bolsonaro à corrupção

Foto: Reprodução Facebook

A semana de 14 a 21 de janeiro marcou uma mudança de comportamento dos seguidores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas redes sociais. De acordo com dados levantados pela consultoria AP/Exata sobre a movimentação no Twitter, neste período as menções negativas ao presidente superaram as positivas pela primeira vez desde a posse, em 1º de janeiro.

Ainda de acordo com o levantamento, as citações negativas foram recorde por quatro dias seguidos, coincidentemente, ou não, no mesmo período em que foram divulgadas novas informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre depósitos suspeitos na conta do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

COBRANÇA – As redes sociais sempre foram um terreno onde Jair Bolsonaro e seus filhos, também políticos, souberam semear muito bem. Antes das eleições, durante e após sua vitória, o presidente tem priorizado as plataformas como Twitter, Facebook e Instagram para seus comunicados ou pronunciamentos, sempre muito bem recebidos pelos milhões de seguidores que o acompanham nestes espaços. Até então.

Com mais de 1,9 milhão de seguidores, Flávio Bolsonaro vem sendo cobrado por quem antes declarava apoio irrestrito. Em uma publicação em que se diz “vítima de uma campanha difamatória”, não são raros comentários negativos direcionados a ele. “Deixem que te investiguem, só assim você prova sua inocência. Reflita, estamos de olho”, disse uma seguidora. “Ridículo. Eu sou eleitora de Jair Bolsonaro porque acreditei que seria um governo diferente. Agora estou vendo mais do mesmo”, escreveu outra apoiadora. O mesmo acontece no perfil do presidente, com mais de 9,1 milhões de seguidores.

REAÇÃO – Apesar do fraco desempenho na última semana, as reações positivas voltaram a crescer depois das entrevistas de Flavio para a Rede Record e Rede TV, no domingo, 20. Para Sergio Denicoli, diretor da empresa de análises, a aparição pública deu argumentos aos defensores para se posicionarem. “Quanto menos eles falam, mais perdem capital. Por isso, a pressa em sanar os impactos negativos acabam por deixá-los expostos”, explicou Denicoli, em entrevista ao jornal El País.

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