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25/01/2019
MOVIMENTO - TRABALHO

Foram encontrados 1.200 trabalhadores no campo e o 523 em área urbana, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia
Por Redação
Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Procuradores do Ministério Público do Trabalho estão fiscalizando fazendas nos três estados da região Sul

Foto: MPT/RS/ Divulgação

Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Procuradores do Ministério Público do Trabalho estão fiscalizando fazendas nos três estados da região Sul

Foto: MPT/RS/ Divulgação

Levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), foram flagrados no Brasil, em 2018, 1.723 trabalhadores em condições análogas às de escravo – 523 trabalhadores em área urbana e 1.200 casos no meio rural.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.251 denúncias, ajuizou 101 ações civis públicas e celebrou 259 termos de ajuste de conduta (TACs) relacionados a trabalho escravo. Um dos casos foi na cidade de Bom Retiro, em Santa Catarina, onde foram resgatados, em dezembro do ano passado, 22 trabalhadores em condições análogas à de escravos. Outra ação do grupo móvel de auditores do Ministério do Trabalho resgatou 58 pessoas em lavouras de quatro fazendas de Ponta Grossa, no Paraná.

Os trabalhadores foram recrutados no Piauí para fazer a colheita de cebola em diversas propriedades da serra catarinense, sendo transportados sem prévia comunicação ao Ministério do Trabalho e sem registro em carteira

Foto: Divulgação/ MPTSC

Trabalhadores foram recrutados no Piauí para fazer a colheita de cebola em diversas propriedades da serra catarinense

Foto: Divulgação/ MPTSC

A coordenadora regional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), procuradora do Ministério Público do Trabalho Lys Sobral Cardoso, afirmou que os casos de trabalho escravo urbano têm como um dos fatores o êxodo rural, que continua acontecendo no país. “Os trabalhadores continuam saindo do meio rural para o meio urbano. Por falta de oportunidades, eles se sujeitam a qualquer oferta de trabalho que surge, o que aumenta sua vulnerabilidade”, explicou a procuradora.

Entre as atividades econômicas com maior número de trabalhadores nessas condições estão a pecuária e o cultivo de café. Segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, 30,9% dos trabalhadores em condições análogas às de escravo são analfabetos e 37,8% possuem até o 5º ano incompleto.

A ferramenta foi desenvolvida pelo MPT em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e reúne de maneira integrada o conteúdo de diversos bancos de dados e relatórios governamentais sobre o tema.

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