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11/01/2019
MOVIMENTO

Cpers alerta que junto com as perdas inflacionárias e o empobrecimento aumentaram os casos de depressão e suicídio de docentes
Da Redação

Foto: Cpers/Divulgação

Foto: Cpers/Divulgação

Às vésperas de de negociações com o novo Governo do Estado, agora comandado por Eduardo Leite (PSDB), o Cpers -Sindicato revela os números do magistério estadual, que certamente irão para a mesa de negociação em 2019.

De acordo com o Cpers por meio de nota em seu site, os educadores estão sem reajuste ou correção salarial desde dezembro de 2014 e “amargam perdas inflacionárias que já corroem mais de um quarto da renda. Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que mede a variação do custo de produtos e serviços – fixado em 3,43% para 2018, a inflação acumulada chega a 25,23% no último quadriênio”.

De acordo com a nota, o quadro é de “miserabilidade” resultado direto da política de arrocho e descaso do último governo, sob o comando de José Ivo Sartori (PMDB). Além da defasagem, os professores amargaram 37 meses de salários atrasados, três anos de 13º parcelado e quatro de congelamento das progressões de carreira.

Outra queixa do sindicato é que a opção política de Sartori foi “fazer caixa penalizando o funcionalismo e a qualidade dos serviços públicos – levou servidores(as) a contraírem sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito”.

PROFESSORES – Atualmente são 190 mil professorese funcionários que deixam de movimentar os pequenos e grandes comércios de todo o estado, causando um impacto imensurável na economia gaúcha. Além dos efeitos diretos no poder aquisitivo, o empobrecimento causa sofrimento psíquico e adoecimento, levando a um aumento alarmante nos índices de suicídio, realidade denunciada pelo Cpers no último ano.

 

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