Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
15/03/2019
JUSTIÇA

Madrasta e pai do menino assassinado aos 11 anos em Três Passos receberam condenações superiores a 30 anos em regime fechado. Crime ocorreu em 2014
Por Gilson Camargo
Julgamento durou mais de 50 horas no Foro de Três Passos, Noroeste do estado

Foto: Márcio Daudt/ TJRS/ Divulgação

Julgamento durou mais de 50 horas no Foro de Três Passos, Noroeste do estado

Foto: Márcio Daudt/ TJRS/ Divulgação

Após mais de 50 horas de julgamento popular, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou na noite desta sexta-feira, 15, quatro réus pelo assassinato do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, em abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. A sentença foi proferida pela juíza Sucilene Engler Werle, por volta das 19h, no Foro do município.

O médico Leandro Boldrini, pai da vítima e mentor do crime, foi condenado a 33 anos e oito meses

Foto: TJRS/ Divulgação

O médico Leandro Boldrini, pai da vítima e mentor do crime, foi condenado a 33 anos e oito meses

Foto: TJRS/ Divulgação

Leandro Boldrini,  pai da criança, foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão (30 anos e oito meses por homicídio, dois anos por ocultação de cadáver e um ano por falsidade ideológica).

A madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini foi condenada a 34 anos e sete meses de reclusão (32 anos e oito meses por homicídio e um ano e 11 meses por ocultação de cadáver).

Graciele, a madrasta, recebeu a maior condenação: 34 anos e sete meses

Foto: TJRS/ Divulgação

Graciele, a madrasta, recebeu a maior condenação: 34 anos e sete meses

Foto: TJRS/ Divulgação

Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 23 anos (21 anos e quatro meses por homicídio e um ano e seis meses por ocultação de cadáver). Evandro Wirganovicz foi condenado a nove anos e seis meses (oito por homicídio simples e um ano e seis meses por ocultação de cadáver).

Edelvânia Wirganovicz: pena de 23 anos por homicídio e ocultação de cadáver

Foto: Reprodução

Edelvânia Wirganovicz: pena de 23 anos por homicídio e ocultação de cadáver

Foto: Reprodução

Cabem recursos a todos os réus. Evandro é o único condenado a cumprir pena em regime semi-aberto. Os demais não poderão apelar em liberdade.

Bernardo desapareceu no  dia 4 de abril de 2014. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova vertical em uma propriedade às margens do rio Mico, em Frederico Westphalen. O pai e a madrasta da criança foram presos no mesmo dia. Leandro foi acusado de ser o mentor intelectual e Graciele a executora do crime, com a ajuda da amiga, Edelvânia. Preso seis dias depois do crime, Evandro, irmão de Edelvânia, foi acusado como coautor por ter preparado a cova onde o menino foi enterrado. Edelvânia admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada, envolta em um saco plástico. A perícia na fase de investigação comprovou que o menino recebeu uma superdosagem do medicamento Midazolam, receitado pelo pai, que é médico, antes de ser assassinado.

Marcado .Adicionar aos favoritos o permalink.
© Copyright 2014, Jornal Extra Classe - Todos os direitos reservados.

Os comentários estão encerrados.


CONTEÚDOS RELACIONADOS