MOVIMENTO

Grupos de extrema direita denunciados por disseminar fakenews na União Europeia

Pesquisa realizada pela Avaaz resultou na remoção de conteúdos do Facebook que ultrapassaram 500 milhões de visualizações nos últimos três meses, seguidos por cerca de 32 milhões de usuários
Por Marcelo Menna Barreto / Publicado em 22 de maio de 2019
Relatório foi publicado hoje, 22, vésperas das eleições legislativas europeias, que se estendem de quinta a domingo

Foto: Stockphotos

Relatório foi publicado hoje, 22, vésperas das eleições legislativas europeias, que se estendem de quinta a domingo

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Mais de 500 páginas e grupos de extrema direita suspeitos de disseminar fakenews na União Europeia (UE) via Facebook foram denunciados nesta quarta-feira, 22, pela comunidade de mobilização on-line Avaaz. O trabalho da comunidade foi publicado um dia antes do começo das eleições legislativas europeias, 23, que se encerra no próximo domingo, 26.

De acordo com a Avaaz, o seu relatório resultou na remoção de conteúdos que ultrapassaram 500 milhões de visualizações nos últimos três meses. As páginas e os perfis removidos da rede social eram seguidos por cerca de 32 milhões de usuários que geravam no período mais de 67 milhões de interações (comentários, curtidas e compartilhamentos).

A Avaaz  ainda informou que 77 páginas e contas apontadas nos meses de abril e maio também foram removidas do Facebook. Juntas, essas páginas tinham 5,9 milhões, três vezes mais seguidores do que os seis principais partidos de extrema direita na Europa ou anti-UE” – o alemão AfD, o Inglês Partido Brexit, o italiano Liga, o polonês PiS, o português União Nacional e o espanhol VOX, que ao total congregam 2 milhões de seguidores.

As análises realizadas pela Avaaz na Europa registram que o país mais afetado pela política de fakenews é a Alemanha, com 131 contas e oito páginas, seguidas pela Polônia, com 43 perfis e 27 grupos. Na Alemanha, a investigação ainda encontrou conteúdos ilegais como suásticas e postagens de apoio a negação do Holocausto em contas que seguem a AfD no Facebook.

De origem americana, a Avaaz lançou a campanha chamada Corrigir o registro, que tem o objetivo de forçar o Facebook a mostrar para todos os usuários textos que contradizem aqueles conteúdos vistos e identificados como falsos pelos serviços de checagem de fatos.

“O Facebook permitiu que muitas atividades suspeitas e conteúdo malicioso se espalhassem. É preciso excluir e realizar imediatamente verificações em toda a UE para detectar outras atividades suspeitas em sua plataforma, como contas duplicadas que ajudam a amplificar uma mensagem ou páginas que mudam seus nomes”, afirmou a Comunidade.

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