MOVIMENTO

Angela Davis e Lula presentes no Fórum Social Mundial 2021

Movimento de contestação ao neoliberalismo, criado em 2001 como contraponto ao Fórum Econômico de Davos, será realizado de forma virtual, de 23 a 31 de janeiro
Da Redação / Publicado em 14 de janeiro de 2021
Edição de 2003 do FSM em Porto Alegre: "um espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais”

Foto: Divulgação/ Arquivo

Edição de 2003 do FSM em Porto Alegre: “um espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais”

Foto: Divulgação/ Arquivo

Para superar os obstáculos impostos pela pandemia do novo coronavírus, o Fórum Social Mundial de 2021 será realizado totalmente on-line, entre os dias 23 e 31 de janeiro, quando completa-se 20 anos da realização da primeira edição, em Porto Alegre, em 2001.

O ex-presidente Lula (C) está entre os participantes confirmados do FSM21

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula (C) está entre os participantes confirmados do FSM21

Foto: Ricardo Stuckert

No primeiro dia haverá a tradicional marcha de abertura, que será virtual, com exibição de vídeos de lutas sociais no planeta. Também ocorrerá um painel global sobre o tema “Qual o mundo que queremos hoje e amanhã”, com a participação de conferencistas e ativistas de todo o mundo.

 

Entre os participantes já confirmados o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a professora, filósofa, escritora e ativista antirracista norte-americana Angela Davis, a escritora africana antiglobalização Aminata Traoré, o ex-ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, o ambientalista indiano Ashish Kothari e a professora Leila Khaled, da Frente Popular pela Libertação da Palestina.

A escritora africana antiglobalização Aminata Traoré

Foto: Forodeinovacionsocial.org

A escritora africana antiglobalização Aminata Traoré

Foto: Forodeinovacionsocial.org

O Fórum Social Mundial é um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que reúne os grandes capitalistas do mundo e será realizado no mesmo período em Davos, na Suíça. A Carta de Princípios do FSM resume o movimento como “espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais”.

TRAGÉDIA GLOBAL – “O mundo está vivendo situações trágicas, não só com a pandemia. Mas com o agravamento muito intenso da desigualdade social, da questão ambiental em todas as partes. São crises do capitalismo que se superpõem e se realimentam”, afirmou o jornalista Carlos Tibúrcio, co-fundador do FSM, para quem o evento “é uma voz de esperança”.

A escritora e ativista antirracista norte-americana Angela Davis

Foto: Divulgação

A escritora e ativista antirracista norte-americana Angela Davis

Foto: Divulgação

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pretendem realizar um protesto contra os desmandos e autoritarismos do governo de Jair Bolsonaro. “Queremos dar uma dimensão internacional à postura de crítica e combate a esse governo neofascista”, destacou Tibúrcio.

Yanis Varoufakis, ex-ministro de Finanças da Grécia

Foto: Twitter/ Reprodução

Yanis Varoufakis, ex-ministro de Finanças da Grécia

Foto: Twitter/ Reprodução

PROGRAMAÇÃO – Após a abertura, serão realizados seis dias de discussões, com cinco painéis temáticos: Paz e Guerra; Justiça Econômica; Educação, Comunicação e Cultura; Feminismo, Sociedade e Diversidade; Povos Originários e Ancestrais; Justiça Social e Democracia; e Clima, Ecologia e Meio Ambiente. Os debates ocorrerão entre as 14h e 16h.

Já no dia 30 será a vez das assembleias autônomas dos movimentos. E, no dia 31, acontecerá a realização das Ágoras de Futuros, que irão definir as lutas sociais para o próximo período, e a cerimônia de encerramento, que também anuncia a próxima edição do Fórum, planejada para o México, mas ainda sem data definida em função da pandemia.

O ambientalista indiano Ashish Kothari

Foto: Shruti Ajit

O ambientalista indiano Ashish Kothari

Foto: Shruti Ajit

Oficina sobre futuro do trabalho

A CUT-RS, sediada na cidade que abriu a porteira para acolher homens e mulheres de diferentes povos, raças e etnias do mundo inteiro, vai promover a oficina “O futuro do trabalho, durante e após a crise do coronavírus”.

“A atividade vai integrar a grade internacional da programação, que contará com as principais organizações de esquerda do mundo. Não poderíamos estar em outro lugar para denunciar os impactos nefastos desta fase aguda de neoliberalismo, com desemprego e as formas precárias de trabalho, que não proporcionam futuro com dignidade para a classe trabalhadora”, destaca o secretário de Organização e Política Sindical da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Leila Khaled, da Frente Popular pela Libertação da Palestina

Foto: Reprodução

Leila Khaled, da Frente Popular pela Libertação da Palestina

Foto: Reprodução

INSCRIÇÕES – As inscrições já estão abertas e podem ser feitas individualmente ou coletivamente no portal do evento, que traz a atualização da programação completa e a relação completa de panelistas, além de cadastrar propostas e iniciativas para serem discutidas.

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