SAÚDE

Quais as principais doenças que levam ao transplante de pulmão

Em aula virtual nesta quinta, 14, o médico Spencer Camargo, um dos mais respeitados transplantadores do país, falará sobre o processo da doação de órgãos e transplante e responderá a esta pergunta
Por Valéria Ochôa / Publicado em 13 de outubro de 2021

Foto: Igor Sperotto

Spencer Camargo, cirurgião torácico, integra a equipe de transplantes de pulmão do Hospital Dom Vicente Scherer, referência internacional em transplantes de órgãos e tecidos

Foto: Igor Sperotto

O projeto Cultura Doadora, da Fundação Ecarta, promove nesta quinta-feira, 14, às 19h, aula virtual gratuita sobre os principais cuidados para preservar a saúde pulmonar, as doenças mais graves e o processo que vai da doação de órgãos ao transplante no Brasil.

A aula será ministrada pelo médico Spencer Camargo, cirurgião torácico do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e transplantador pulmonar do Hospital Dom Vicente Scherer, referência internacional em transplantes de órgãos e tecidos.

Também participam Letícia Corassa, transplantada de pulmão por duas vezes (2012 e 2021), e Sofia Kieling, estudante do curso de Medicina da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) e integrante da Liga Acadêmica de Transplante de Órgãos da Universidade.

A aula será transmitida ao vivo pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube e pela página do projeto Cultura Doadora no Facebook.

O painel integra uma série de abordagens promovida pelo projeto Cultura Doadora para informar e dar visibilidade ao universo da doação de órgãos e de transplantes no país. As aulas são realizadas ao vivo, gravadas e disponibilizadas no canal da Fundação Ecarta no Youtube, com acesso livre.

A espera

Últimos dados da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul revelam que no mês de agosto 105 pessoas estavam em lista de espera por pulmão. No país, são 235 adultos e 13 crianças, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (Abto).

De janeiro a agosto de 2021, foram feitos dez transplantes pulmonares no RS, sete captados no estado e três em outros estados. No mesmo período de 2020 foram realizados 16 transplantes e, de 2019, foram 29.

Segundo a Abto, na pandemia a quantidade de transplantes de pulmão foi a segunda que mais caiu (38,7%), seguida pela de rim (24,5%). O transplante de córneas foi a mais afetada (52,7%).

O projeto Cultura Doadora

A doação de órgãos e tecidos de um paciente pode salvar a vida de até oito pessoas com o transplante de órgãos e dar qualidade de vida a outros pacientes a partir do transplante de tecidos. Apenas pacientes com morte encefálica são doadores de múltiplos órgãos e do total de óbitos apenas 2% tem morte encefálica.

“Infelizmente, mais de 40% dos familiares negam a doação de órgãos nos casos de morte encefálica, em geral, por desinformação”, observa o professor Marcos Fuhr, presidente da Fundação Ecarta. “O projeto Cultura Doadora foi instituído há nove anos com a missão de sensibilizar a sociedade para a doação de órgãos e tecidos, bem como estimular melhorias no sistema de transplantes”.

Instituições de ensino, associações e empresas que desejarem tratar sobre este assunto podem entrar em contato com a Fundação Ecarta (culturadoadora@fundacaoecarta.org.br), que dará gratuitamente toda a assistência necessária, inclusive, subsídios pedagógicos.

O projeto tem o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS).

Comentários

Siga-nos